- A CPI do Crime Organizado recebeu documentos da Receita Federal com informações de pagamentos milionários a políticos e autoridades, repassados pelo Banco Master.
- O escritório do ex‑presidente Michel Temer teria recebido R$ 10 milhões; Temer afirmou que o valor foi de R$ 7,5 milhões por serviços de mediação.
- O escritório da família do ex‑ministro Ricardo Lewandowski recebeu R$ 6,1 milhões em 2023; ele deixou a sociedade antes de assumir o Ministério da Justiça.
- A defesa de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, afirmou que não confirma as informações e que são incorretas, além de terem sido vazadas de forma ilícita; segundo os documentos, a média teria sido de R$ 80 milhões.
- Também aparecem repasses a Ratinho (R$ 24 milhões), a uma empresa ligada ao senador Jaques Wagner (R$ 12 milhões), ao ex‑ministro Henrique Meirelles (R$ 18 milhões), ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda (R$ 6,4 milhões), e ao vice‑presidente ACM Neto (R$ 5,45 milhões), todos justificados como serviços prestados.
- Os dados foram enviados pelo Banco Master à Receita e à CPI, que deve encerrar os trabalhos na próxima semana sem prorrogação, segundo o presidente da comissão, Davi Alcolumbre.
A CPI do Crime Organizado do Senado recebeu documentos da Receita Federal com informações sobre pagamentos milionários a políticos e outras autoridades. Os dados apontam repasses de grandes valores, vinculados a diferentes escritórios e pessoas ligadas ao meio político.
Entre os pagamentos, o escritório do ex-presidente Michel Temer aparece com valores informados de até R$ 10 milhões; a defesa sustenta que o montante foi de R$ 7,5 milhões por serviços de mediação. O escritório da família do ex-ministro Ricardo Lewandowski recebeu R$ 6,1 milhões em 2023, conforme os documentos, ainda que Lewandowski tenha deixado a sociedade antes de assumir o Ministério da Justiça.
O relatório também cita a suposta parcela destinada à esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, alegando recebimento de R$ 80 milhões pelo Banco Master. A defesa afirmou que não confirma as informações e que os dados foram vazados de forma ilícita. Ratinho e empresas associadas receberam R$ 24 milhões, com a defesa destacando que não se confunde com a conduta de terceiros.
Principais repasses
Segundo o material entregue ao Senado, há repasses a uma empresa ligada ao senador Jaques Wagner no valor de R$ 12 milhões; ao ex-ministro Henrique Meirelles, R$ 18 milhões; ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda, R$ 6,4 milhões; e ao vice-presidente do partido, ACM Neto, R$ 5,45 milhões. Todos os valores estão associados a serviços prestados, conforme os documentos.
A Receita Federal repassou os dados à CPI, que atua com foco em apurar a origem e finalidade dos pagamentos. A tendência é que o relatório final seja apresentado na próxima semana, já que os trabalhos devem ser encerrados sem prorrogação, conforme o presidente da comissão, Davi Alcolumbre.
As informações foram divulgadas com base em documentos oficiais do Banco Master e de escritórios ligados a figuras políticas, cuja veracidade é alvo de apuração pela CPI. As autoridades ouvidas pela comissão devem esclarecer os vínculos entre os serviços prestados e os pagamentos recebidos.
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