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Governo lança política Petróleo é nosso com diesel e gás de cozinha

Governo amplia discurso de autossuficiência em combustíveis, mirando diesel, gás de cozinha e gasolina; reestatização de refinaria é estudada e retorno à distribuição é alvo futuro

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  • O governo trabalha para ampliar a autossuficiência em diesel, gás de cozinha e gasolina, citando proteção ao consumidor como motivação.
  • A Petrobras mira atender 100% da demanda interna de diesel em cinco anos, segundo Magda Chambriard.
  • Alexandre Silveira ressaltou que a autossuficiência depende de alternativas como reestatização de refinarias, incluindo a de Mataripe, na Bahia.
  • Também está em jogo a possibilidade de reestatização da refinaria de Manaus, controlada pelo grupo Atem.
  • O plano inclui ampliar a capacidade de refino sem nova refinaria e aumentar a mistura de etanol na gasolina para 32%.

O governo voltou a enfatizar a autossuficiência em combustíveis, ampliando o discurso para diesel, gás de cozinha e gasolina. O movimento acompanha a escalada de tensão internacional e o ciclo eleitoral, que ajudam a embalar a narrativa de proteção ao consumidor.

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, indicou, em evento recente, que o Brasil poderá ter 100% da oferta de diesel produzida internamente em cinco anos. A declaração faz parte de uma linha que prioriza maior independência energética.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reiterou a prioridade de autossuficiência e citou impactos nos preços para a população de menor renda, especialmente no gás de cozinha. Ele mencionou que o país importa cerca de 27% do consumo de diesel.

Para alcançar esse objetivo, o governo avalia diversas medidas, entre elas a reestatização da Refinaria de Mataripe, na Bahia, privatizada no governo anterior. A Petrobras e o fundo Mubadala estariam em conversas sobre a recompra, ainda sem termo fechado.

Sobre a refinaria de Manaus, controlada pela Atem, o ministro não descartou possíveis negociações, sujeitas a avaliação de interesses estratégicos. A pasta também estuda ampliar a capacidade de refino com a melhoria das plantas existentes, sem necessariamente construir novas unidades.

Magda Chambriard informou ainda que o próximo plano estratégico da Petrobras deve apontar maior capacidade de refino para atender 100% da demanda de diesel, mantendo o foco na expansão sem novas refinarias. A meta dependerá de ajustes operacionais.

No campo da gasolina, Silveira sinalizou a possibilidade de elevar a mistura de etanol para 32% ainda neste trimestre, avançando na redução da dependência de combustíveis fósseis. A medida busca equilíbrio entre custo, oferta e emissões.

Além disso, o governo sinaliza retomar a distribuição de combustíveis pela Petrobras após a privatização da BR Distribuidora, com contrato vigente até 2029. A expectativa é que a estatal retome a venda direta de diesel, gasolina e gás de cozinha após esse prazo.

O conjunto de medidas, que inclui refino, reabilitação de estruturas existentes, reestatização potencial e ajustes na mistura de combustíveis, configura uma estratégia de governança energética que visa reduzir vulnerabilidades a choques externos.

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