- Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, recusou o convite de Fernando Haddad para ser vice-governadora de São Paulo.
- Haddad sondou a participação de Teca Vendramini pelo menos duas vezes nos últimos dias, segundo ela em entrevista à CNN.
- Mesmo recusando, ela disse que pode ajudar Haddad a dialogar com o agronegócio e apresentar propostas do setor ao PT.
- O PT ainda avalia tentar convencê-la, e vê como sinal positivo uma possível filiação ao PDT.
- A pretensão é ter um nome ligado ao agronegócio na chapa para conquistar votos no interior paulista; Tebet e Alckmin também são mencionados como fatores de aproximação do setor.
O PT ainda mantém a possibilidade de lançar alguém do setor agro na chapa de vice-governador de São Paulo, mas Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, recusou o convite feito diretamente por Fernando Haddad. A conversa ocorreu nos últimos dias, segundo apuração da CNN.
Vendramini disse que se sente honrada pela consideração, mas não tem pretensões políticas. Ela afirma que pretende continuar contribuindo com as pautas do agronegócio nas mais diversas esferas.
A ex-presidente da SRB informou que pode ajudar Haddad a criar pontes entre a campanha e o agronegócio, apresentando propostas do setor ao partido. Em resposta, o PT avalia a possibilidade de insistir na candidatura.
Fontes próximas ao PT afirmam que críticas vindas de setores do agronegócio desde 2022 pesaram na decisão de buscar outro perfil. O nome de Vendramini surgiu em reuniões da campanha de Haddad em março, com boa avaliação por ser mulher e ligada ao setor.
A ideia do partido é ter um nome ligado ao agronegócio na chapa para ampliar votos no interior de São Paulo, onde o petismo enfrenta resistência. Vendramini é produtora rural, pecuarista e possui formação em Sociologia pela FESPSP.
Além disso, Vendramini atua em conselhos de entidades vinculadas ao governo, como o Conselhão, Embrapa, Fundo Amazônia e outros. O objetivo é dialogar com setores do agronegócio paulista e avançar propostas do setor.
Interlocutores dizem que a ex-presidente não é petista e se posiciona como pessoa de centro, característica vista como positiva pelo PT. A atuação de Vendramini reforça o esforço de dialogar com o setor sem se alinhar a posições políticas explícitas.
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