- O presidente Lula confirmou a criação de um Conselho Nacional de Política Mineral e de Terras Raras, ligado à Presidência, para tratar de minerais críticos.
- O colegiado vai coordenar exploração, indústria e parcerias, com participação de ministérios e órgãos estratégicos, além de mapear reservas e definir diretrizes para atuação com empresas estrangeiras e processamento no Brasil.
- A medida busca ampliar o controle sobre recursos estratégicos e reduzir a dependência externa, diante da disputa internacional por insumos usados em tecnologia e energia.
- Lula criticou iniciativas regionais e alertou para o risco de “vender o Brasil” ao exterior, citando negociações envolvendo aliados da oposição.
- A criação do conselho integra a estratégia de fortalecer a indústria nacional e a soberania sobre cadeias produtivas, diante da relevância geopolítica de minerais críticos, terras raras e dados digitais.
Nesta quarta-feira (8.abr.2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação de um Conselho Nacional de Política Mineral e de Terras Raras. A decisão, segundo ele, visa defender maior controle sobre minerais críticos e reduzir a dependência externa. A iniciativa será vinculada à Presidência da República.
Segundo Lula, o tema ganhou prioridade diante da disputa internacional por insumos usados em tecnologia e energia. O objetivo é evitar a exportação de matérias-primas sem agregar valor e promover a integração entre exploração, indústria e parcerias estratégicas.
O governo planeja estruturar o colegiado no Palácio do Planalto, com participação de ministérios e órgãos ligados à mineração, indústria, defesa e relações exteriores. Entre as funções previstas estão mapear reservas, definir diretrizes de exploração e regular parcerias com empresas estrangeiras.
A proposta também prevê incentivar o processamento de recursos no Brasil e fortalecer cadeias produtivas nacionais. A coordenação federal serviria para alinhar ações de diferentes esferas frente a pressões geopolíticas e a riscos de venda de ativos estratégicos.
Lula criticou iniciativas regionais que, em sua avaliação, poderiam comprometer o controle sobre minerais. Ele citou negociações envolvendo aliados da oposição como exemplo de riscos percebidos de perda de controle nacional.
Essa leitura aponta para uma relação entre minerais críticos, segurança nacional e soberania energética. O presidente reforçou que a atuação do Estado deve acompanhar a evolução tecnológica global e as adversidades geopolíticas. Hoje, o tema é tratado como prioridade de governo.
Entre na conversa da comunidade