- O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, Paulo Chiclete (PSD), de 38 anos, foi preso durante a Operação Vento Norte, que investiga uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas na região sul da Bahia.
- Foram cumpridos doze mandados de prisão e oito de busca e apreensão em três cidades da Bahia, com parte das ordens também executadas em estados vizinhos.
- A investigação aponta estrutura organizada com divisão de funções e atuação interestadual, envolvendo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa, com indícios de crimes violentos.
- Durante as diligências, foram apreendidos uma pistola, celulares e documentos; a Justiça bloqueou aproximadamente R$ 3,8 milhões em contas ligadas aos investigados.
- O Ministério Público da Bahia aponta movimentação financeira de origem ilícita em plataformas digitais, com uma das empresas investigadas registrando mais de R$ 20 milhões em operações.
O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, no sul da Bahia, foi preso nesta quarta-feira, 8, durante a Operação Vento Norte, que mira uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e outros crimes na região. Paulo Chiclete, vereador do PSD, de 38 anos, também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A ação ocorreu no âmbito de investigações em andamento.
A operação cumpriu 12 mandados de prisão e 8 de busca e apreensão em três municípios baianos. Parte das ordens foi executada em unidades prisionais de estados vizinhos, como Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. As equipes contaram com apoio do Ministério Público estadual.
Segundo a Polícia Civil da Bahia, o grupo tem estrutura organizada, com divisão de funções e atuação interestadual, voltada ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Há indicativos de envolvimento em crimes violentos vinculados ao esquema.
Durante as diligências, foram apreendidos uma pistola, aparelhos celulares e documentos que devem auxiliar o avanço das investigações. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente 3,8 milhões de reais em contas ligadas aos investigados.
O Ministério Público da Bahia aponta que o grupo utilizava plataformas financeiras para movimentação de recursos de origem ilícita. Em pelo menos uma empresa investigada, a movimentação identificada superou 20 milhões de reais.
As apurações tiveram início na Delegacia Territorial de Belmonte, e, conforme a polícia, permitiram compreender o funcionamento da organização criminosa e identificar integrantes considerados estratégicos para o esquema.
Paulo Chiclete, que utiliza as redes sociais para se apresentar como cristão e defensor de família e causas sociais, permanece sob investigação. O PSD informou que ainda não se posicionou sobre o caso, e a defesa do parlamentar não foi localizada até o momento.
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