- Narubia Werreria, pré-candidata a deputada federal pelo PT-TO, disse que o protesto contra Flávio Bolsonaro foi motivado pela fala dele sobre explorar terras raras.
- Ela afirmou ao Correio que a declaração do senador sobre tornar o Brasil uma opção estratégica para interesses estrangeiros ameaça a soberania e os territórios indígenas; houve divulgação de um vídeo explicando a reação.
- No vídeo, Narubia rejeita qualquer interferência estrangeira e critica o que chamou de “pensamento colonizador”, destacando brasileiros dispostos a defender o território nacional.
- A discussão remete às falas de Flávio Bolsonaro na CPAC, nos Estados Unidos, em que afirmou que o Brasil poderia reduzir a dependência dos EUA da China em minerais estratégicos.
- Aliados do senador afirmaram que a fala se refere a cooperação econômica e geopolítica; Flávio disse que cabe ao Brasil decidir como negociar seus recursos, sem entregar patrimônio nacional.
A pré-candidata indígena Narubia Werreria, do PT de Tocantins, afirmou ao Correio que o protesto contra o senador Flávio Bolsonaro ocorreu na última quarta-feira, 8 de abril, durante ato público em que ele era alvo de questionamentos. O episódio ganhou contorno após declarações do parlamentar sobre uso de riquezas brasileiras por interesses estrangeiros.
Segundo Narubia, a revolta decorreu de falas de Flávio sobre a exploração de terras raras. Ela afirmou que a sugestão de que o Brasil poderia servir a interesses internacionais foi interpretada como ameaça à soberania nacional e aos territórios indígenas. Em vídeo divulgado, a pré-candidata reforçou críticas ao posicionamento do senador.
Ela disse ainda que o Brasil não pode colocar suas terras e riquezas à disposição de outros países. A indígena destacou a defesa da soberania e afirmou que há brasileiros dispostos a impedir a exploração de recursos por nações externas.
Entenda o ocorrido
No fim de março, durante a CPAC, nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil poderia ser uma alternativa para reduzir a dependência dos EUA da China em minerais estratégicos. O senador disse que terras raras e outros insumos são críticos para tecnologias como IA e defesa.
Após a repercussão, aliados de Flávio disseram que a fala se referia a cooperação econômica e geopolítica, não à entrega de recursos nacionais. O próprio senador indicou que cabe ao Brasil decidir como negociar seus minerais, com base em interesses nacionais e em acordos comerciais.
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