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Kassab defende eleições diretas no RJ dentro do calendário regular

Kassab defende eleições diretas no Rio, desde que coincidam com o calendário regular, para evitar dois pleitos em curto intervalo

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, visitou a sede do jornal digital Poder360, em Brasília
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  • O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, defendeu eleições diretas para o governo do Rio de Janeiro, desde que coincidam com o calendário eleitoral regular em outubro de 2026.
  • A ideia é evitar duas votações em curto intervalo, caso haja solução constitucional compatível.
  • O governo estadual está atualmente sob tutela do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Rodrigues Cardozo, após a renúncia do governador e com a linha sucessória envolvida por mudanças no meio político.
  • Kassab mencionou que, se houver respaldo jurídico, o presidente do TJ poderia permanecer no cargo até a realização de uma eleição única.
  • Kassab citou Eduardo Paes como nome competitivo para governador, destacando a influência da capital no cenário estadual e a visibilidade de sua gestão.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, defendeu que o Rio de Janeiro realize eleições diretas para o governo estadual, desde que coincidam com o calendário eleitoral regular, em outubro. A fala foi feita nesta quinta-feira, 9 de abril de 2026, durante o Latam Energy Week, no Rio.

Para Kassab, uma eleição específica para mandato tampante, seguida de outra votação em curto espaço de tempo, pode gerar desgaste entre eleitores já céticos em relação à política. A ideia seria manter a eleição direta, mas integrada ao calendário.

Segundo a Constituição, a escolha do novo governador depende do tempo restante do mandato. Mantida a ideia de uma eleição direta, o pleito ocorreria quando faltar mais de dois anos para o fim do mandato; caso contrário, a escolha seria indireta pela Assembleia.

Atualmente, o governo fluminense está sob o comando interino do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Rodrigues Cardozo, após a renúncia de Cláudio Castro. A renúncia ocorreu um dia antes de julgamento no TSE que poderia levar à cassação do mandato.

Kassab ponderou que, se houver respaldo jurídico, Cardozo poderia permanecer no cargo até a realização de uma eleição única. A prioridade seria garantir a estabilidade política e a participação do eleitorado.

Para o PSD, o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, surge como candidato competitivo ao governo. O peso eleitoral da capital e a visibilidade de sua gestão municipal ampliariam o alcance dele no estado, na visão do presidente nacional do partido.

Kassab destacou que Paes recebe boa percepção entre eleitores pela atuação na prefeitura e pela frequência de exposição nas redes sociais, o que reforçaria sua imagem eleitoral no conjunto do estado.

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