- A CPI do Crime Organizado realiza, na terça-feira, 14, a sua última reunião, com o depoimento de Cláudio Castro e a leitura e votação do relatório final.
- A oitiva de Castro foi aprovada para esclarecer a atuação do crime organizado no Rio de Janeiro, considerado um dos principais focos da investigação.
- O relator, Alessandro Vieira, afirma que o depoimento é indispensável para o avanço dos trabalhos diante da complexidade do tema no estado.
- A pauta tem duas etapas: primeiro o depoimento do ex-governador, depois a leitura e deliberação do parecer, que pode indicar indiciamentos e sugerir mudanças na legislação.
- O presidente da CPI, Fabiano Contarato, confirmou a presença de Castro. A cerimônia ocorre em meio à frustração de integrantes com a não prorrogação dos trabalhos pelo Senado e críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal sobre convocação de investigados.
A CPI do Crime Organizado realiza nesta terça-feira (14) sua última reunião, com a oitiva do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, seguida da leitura e votação do relatório final. A sessão não terá prorrogação.
O depoimento de Castro foi convocado para esclarecer a atuação do crime organizado no estado. O requerimento, assinado pelo relator Alessandro Vieira, afirma que a oitiva é indispensável para o avanço dos trabalhos diante da complexidade do cenário fluminense.
Segundo Vieira, o estado apresenta dinâmicas sofisticadas envolvendo facções, milícias e a chamada narcomilícia, que exercem controle territorial e serviços essenciais. A oitiva pode ajudar a entender falhas institucionais que dificultam o combate.
A programação prevê duas etapas: primeiro o depoimento de Castro, depois a leitura e deliberação do parecer. O relatório final pode indicar indiciamentos e sugerir mudanças legais para reforçar o enfrentamento ao crime organizado.
O presidente da CPI, Fabiano Contarato, confirmou a presença de Castro na sessão. A confirmação veio pela assessoria do ex-governador, que informou a participação na próxima semana.
A reunião ocorre em meio a críticas de integrantes da CPI à decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de não prorrogar os trabalhos. Parlamentares também questionam decisões do STF que têm desobrigado convocações, limitando a atuação do grupo.
Instalada em novembro do ano passado, a CPI encerra os trabalhos com a expectativa de consolidar no relatório final as principais conclusões sobre atuação e financiamento do crime organizado no país, além de propor mudanças na legislação.
Desdobramentos
- O relatório final poderá indicar caminhos legais para o combate ao crime organizado.
- A leitura do parecer encerra o ciclo de investigações da comissão.
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