- O PT ajusta a estratégia para 2026, comparando o governo Lula ao governo Bolsonaro, após uma autocrítica de comunicação internamente.
- Pesquisa Datafolha aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno, com 46% a 45%.
- A campanha terá seis frentes: comparar políticas públicas de 2019–2022 com 2023–2026, reforçar reconstrução de programas sociais, disputar modelo econômico, explorar novas bandeiras sociais, incorporar segurança pública e ampliar a atuação digital.
- O PT critica a condução fiscal de Bolsonaro, especialmente os precatórios, e aponta privatizações como perda de instrumentos de intervenção estatal, citando Eletrobras e BR Distribuidora.
- A estratégia inclui “Flávio por Flávio”: associar o candidato a casos de corrupção, como as rachadinhas, com mobilização de centrais sindicais prevista para 15 de abril.
O PT ajusta a estratégia para as eleições de 2026, buscando contraste direto entre o governo Lula e a gestão de Bolsonaro. A autocrítica interna aponta falhas em explicar o cenário econômico herdado em 2023. A ideia é deixar claro o tamanho do legado anterior.
Integrantes da comunicação do partido, como Éden Valadares, dizem que houve falha na comunicação ao detalhar o ponto de partida e o estrago causado pelo governo anterior. A avaliação ocorre em meio ao andamento de pesquisas.
O movimento acontece em meio ao avanço de adversários nas sondagens. No sábado, o Datafolha mostrou Flávio Bolsonaro na frente de Lula no segundo turno, pela primeira vez em levantamento do instituto com esse empate técnico.
OS PONTOS DE ATAQUE
A linha de ataque do PT aposta em dois níveis: exaltar entregas do governo Lula e contrastar modelos políticos e econômicos. As inserções devem ir ao ar a partir de 23 de abril de 2026, em rádio e TV.
O partido planeja seis frentes de comunicação: comparar políticas públicas entre 2019–2022 e 2023–2026; reforçar a ideia de reconstrução com programas sociais; e polarizar a agenda econômica, discutindo soberania versus entreguismo e distribuição de renda versus concentração de riqueza.
Outra frente envolve novas bandeiras sociais, como fim da escala 6 X 1, combate ao feminicídio e tarifa zero no transporte, além de incorporar segurança pública como eixo nacional integrado. A atuação digital também ganhará espaço.
CORPO A CORPO E O CONTEXTO
No campo social, o PT destaca impactos sobre mulheres, associando redução da jornada de trabalho à diminuição da dupla jornada e ao enfrentamento da violência de gênero. A estratégia visa reforçar a narrativa de reconstrução frente ao legado fiscal do governo anterior.
A ofensiva também ataca a condução fiscal de Bolsonaro, especialmente a gestão de precatórios, pagos sob teto determinado por emenda de 2021. A prática gerou críticas de que haveria calote, segundo o PT, que aponta postergações legais.
A atuação abrange ainda o tema privatizações, citando a venda da Eletrobras (2022) e da BR Distribuidora (2021) como exemplos de menor intervenção estatal. O governo atual enfrenta críticas pela resposta a choques externos.
FLÁVIO POR FLÁVIO
O reposicionamento coincide com ações para associar Flávio Bolsonaro a casos de corrupção, incluindo as chamadas rachadinhas. O PT entende que, embora o sobrenome impulsione pesquisas, existe rejeição a ser explorada.
Éden Valadares indicou que a linha já se manifesta na pré-campanha, com mobilização de centrais sindicais marcada para 15 de abril. O objetivo é apresentar ao eleitor quem é o adversário, segundo a leitura interna.
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