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Cármen Lúcia afirma ser aconselhada a deixar o STF por ataques machistas

Ministra Cármen Lúcia afirma que familiares a aconselham a deixar o STF diante de ataques machistas e ameaças, sinalizando possível recusa de magistrados em assumir

Cármen Lúcia fala sobre seu novo livro, Direito de para Todos, na gravação do programa Trilha de Letras, da TV Brasil, apresentado por Eliana Alves Cruz, na BiblioMaison.
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  • A ministra Cármen Lúcia disse que familiares a aconselham a deixar o cargo por causa de ataques machistas diários.
  • Ela fez as afirmações durante palestra na manhã desta segunda-feira, em São Paulo, promovida pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso (Instituto FHC).
  • Cármen Lúcia destacou que as ameaças atingem membros da Corte e que alguns magistrados podem recusar uma vaga no STF para não serem alvo de ataques.
  • A ministra afirmou que atua conforme a lei e que não há conduta inadequada de sua parte, mesmo em momentos de tensão para o Supremo.
  • Ela já havia relatado, anteriormente, uma ameaça de bomba com o objetivo de provocá-la, reação que havia sido comunicada anteriormente.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (13) que recebe orientação de familiares para deixar o cargo diante de ofensas machistas diárias. A declaração ocorreu durante a palestra “O Brasil na visão das lideranças públicas”, promovida pelo Instituto FHC, em São Paulo.

Ela citou ameaças que atingem integrantes da Corte e indicou que alguns magistrados podem deixar de aceitar uma cadeira no STF para evitar ataques. Em tom objetivo, apontou que o discurso de ódio contra mulheres é especialmente duro, afetando não apenas as próprias magistradas, mas também suas famílias.

Quase não houve mudanças de tom entre o que foi dito e como foi dito: as pressões aparecem como rotina, segundo a ministra, que garantiu agir dentro da lei. A defesa de que suas ações têm respaldo legal foi reiterada, lembrando que já votou em casos sensíveis, inclusive envolvendo familiares.

Ameaças e tensão no STF

A ministra lembrou que o período atual traz tensão ao STF, com questionamentos da sociedade sobre a atuação da Corte. Ela garantiu que suas decisões são baseadas no direito e nas provas disponíveis, sem recuo frente a ataques.

Em março, Cármen Lúcia já havia relatado uma ameaça de bomba durante palestra com estudantes no Distrito Federal, destacando o contexto de risco que envolve o cargo. Não houve detalhes adicionais sobre novas garantias de segurança.

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