- Conflitos entre o ex-presidente do INSS, Gilberto Waller, e o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, teriam pesado na demissão do comando da autarquia.
- Waller foi pego de surpresa com a decisão e recebeu a notícia da Secretaria-Executiva, não do ministro.
- Wolney Queiroz foi nomeado ministro dois dias após a definição do novo comando do INSS, durante crise relacionada a fraudes no órgão.
- A troca foi orientada pelo Palácio do Planalto, com articulação de ministros e representantes da Advocacia-Geral da União e da Secretaria de Relações Institucionais.
- Ana Cristina Silveira, servidora de carreira, assumiu o INSS; nota oficial saiu às 10h57, seguida de notícia sobre a redução da fila de atendimento de 3,1 milhões para 2,7 milhões em março.
O INSS passou por uma mudança no comando após conflitos internos entre o então presidente da autarquia, Gilberto Waller, e o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. A demissão de Waller ocorreu no contexto de tensões entre os dois, segundo pessoas próximas aos dois lados.
De acordo com apuração, a relação entre os responsáveis pelo órgão era marcada por atritos, o que influenciou a decisão de substituição. Waller foi avisado da saída pela Secretaria-Executiva do Ministério, não pelo próprio ministro.
Wolney Queiroz assumiu o cargo dois dias após o anúncio da mudança no INSS, em meio a um momento de crise envolvendo investigações de fraude envolvendo a autarquia. O episódio levou o Planalto a orientar a troca, com participação de membros da Advocacia-Geral da União e da Secretaria de Relações Institucionais.
A substituição teve apoio de assessores próximos ao Palácio do Planalto, com articulação de Jorge Messias, Gleisi Hoffmann e Sidônio Palmeira, conforme informações públicas na ocasião. A nomeação da nova gestoría ocorreu ao lado de mensagens oficiais de melhoria de desempenho.
Em outra frente, o INSS destacou uma “marca histórica de produtividade” com queda nas filas de atendimento. Em março, o órgão informou que o contingente de pedidos pendentes caiu de 3,1 milhões para 2,7 milhões, aponto de referência para avaliação de resultados.
A mudança de comando ocorreu em um momento de crise institucional, quando a gestão buscava restabelecer a confiança e avançar com medidas de eficiência. A confirmação da substituição e as repercussões administrativas geraram expectativa sobre novas diretrizes de atuação do instituto.
Fontes próximas ao governo afirmam que a decisão visou estabilizar a instituição diante dos impactos das investigações e de críticas sobre a organização interna. A equipe de Waller não comentou oficialmente o episódio.
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