- Delegado brasileiro que atua no Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) contribuiu para a prisão de Alexandre Ramagem em Orlando, na Flórida, acordo confirmado pela Polícia Federal.
- A PF disse que o trabalho do delegado faz parte de uma cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas, incluindo recebimento de policiais estrangeiros no acordo.
- Ramagem foi preso por questões migratórias, levado a um centro de detenção em Orlando, e a prisão foi comunicada às autoridades brasileiras por volta das 12h, no horário de Brasília.
- O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência deixou o Brasil de forma clandestina antes do fim do julgamento; o STF o condenou a 16 anos por tentativa de golpe de Estado.
- No exterior, Ramagem teve cassado o mandato de deputado, o passaporte diplomático cancelado e os vencimentos parlamentares bloqueados; o pedido de extradição foi encaminhado aos EUA em janeiro de 2026.
A Polícia Federal confirmou que um delegado brasileiro que atua no Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) contribuiu para a prisão de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, em Orlando,Flórida. A detenção ocorreu no Brasil e nos EUA, no contexto de cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas.
Segundo a PF, o delegado atua em Miami e forneceu alertas que auxiliaram na localização e detenção de Ramagem. O diretor-geral Andrei Rodrigues disse que o trabalho integra o acordo de cooperação entre os dois países, que também prevê a atuação de policiais estrangeiros no Brasil.
Questões migratórias
Ramagem foi preso em Orlando e levado a um centro de detenção na cidade. Autoridades brasileiras foram informadas da prisão por volta do meio-dia, horário de Brasília. O ex-diretor da Abin foi detido por questões migratórias, com o governo brasileiro aguardando informações sobre possível retorno ao Brasil.
Ramagem deixou o país após ser condenado pelo STF a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. A PF aponta que ele integrou o núcleo da trama golpista, que buscava manter Jair Bolsonaro no poder. A saída ocorreu antes do fim do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana.
Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que houve encaminhamento formal do pedido de extradição ao governo dos EUA. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado em 30 de dezembro de 2025. alliedas do ex-deputado cogitavam pedir asilo político nos EUA.
No exterior, Ramagem sofreu sanções administrativas: teve o mandato cassado pela Câmara em 18 de dezembro de 2025; o passaporte diplomático foi cancelado; e os vencimentos parlamentares foram bloqueados, conforme determinação do STF.
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