- A prisão de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos resultou de meses de vigilância realizada pela Polícia Federal em Miami, com cooperação de autoridades americanas.
- A abordagem ocorreu por infração de trânsito; foram comprovadas irregularidades na documentação, e ele foi encaminhado ao centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE).
- Ramagem teria usado passaporte cancelado pela Justiça para comprar um carro; a autoridade brasileira denunciou o uso irregular do documento e pediu extradição, que foi negada.
- O site oficial do governo americano o registra como “sob custódia do ICE”; ele está nos Estados Unidos desde setembro de 2025, após chegar com um passaporte diplomático e morar, inicialmente, em um condomínio de luxo em Miami e depois em Orlando.
- O STF decretou a prisão de todos os réus do núcleo 1 do inquérito do golpe e determinou o cancelamento dos passaportes; o Ministério da Justiça informou, em janeiro, que o pedido de extradição já foi enviado aos EUA, mas o caso ainda não tem decisão definitiva sobre extradição ou deportação.
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi preso nesta segunda-feira (13) nos Estados Unidos, após ação da Polícia Federal em cooperação com autoridades americanas. A prisão resulta de meses de vigilância mantida por um representante da PF em Miami, com apoio do ICE.
Segundo apurações da Gazeta do Povo, a residência e a movimentação de Ramagem vinham sendo acompanhadas há meses, e o paradeiro dele foi identificado após ele usar um passaporte cancelado pela Justiça para comprar um carro.
A autoridade brasileira denunciou o uso irregular do documento e solicitou à Justiça dos EUA a expedição de um mandado de prisão, pedido que foi negado. Ramagem aparece no site oficial do governo americano como “sob custódia do ICE”.
Ramagem viajou para os Estados Unidos em setembro de 2025 com um passaporte diplomático que não estava apreendido. Ele chegou a ficar hospedado em um condomínio de luxo em Miami e, depois, mudou-se para uma casa em Orlando, na Flórida, onde permaneceu custodiado após a prisão.
O ex-deputado já tinha sido condenado a 16 anos de prisão pela suposta tentativa de golpe de Estado. A atuação recente envolve a possível continuidade de medidas migratórias, não havendo confirmação oficial sobre se a tramitação envolverá extradição ou deportação.
Em novembro de 2025, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o trânsito em julgado do inquérito do golpe e autorizou a prisão imediata de todos os réus do núcleo 1. Também foi determinado o cancelamento dos passaportes de Ramagem, que já estavam nos EUA e foram considerados foragidos.
Em janeiro, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição havia sido encaminhado ao governo americano no fim de dezembro. A tramitação, no entanto, permanece sem definição pública sobre o destino final de Ramagem.
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