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Oposição venezuelana com María Corina define roteiro de transição

Oposição venezuelana apresenta roteiro de transição com oito pontos, condicionando eleições a reforma dos poderes e à reestruturação do Conselho Eleitoral

Na imagem, a líder opositora venezuelana María Corina Machado, que participou de maneira remota em evento que lançou o roteiro para transição
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  • A Plataforma Unitária Democrática, coalizão de oito partidos opositores, divulgou um roteiro para transição política na Venezuela, condicionando a participação em novas eleições a reformas amplas nas instituições.
  • O documento exige mudanças em todos os Poderes e a reestruturação do órgão eleitoral (Conselho Nacional Eleitoral) para conduzir uma eleição verdadeiramente livre.
  • Os oito pontos-chave incluem: libertação de presos políticos, fim da perseguição e desmantelamento do aparato repressivo, reinstitucionalização com garantias constitucionais e devido processo, abertura efetiva do espaço cívico, restituição de direitos políticos, normalização do sistema partidário, criação de um Conselho Nacional Eleitoral provisório e independente, e retorno seguro de exilados.
  • A líder opositora María Corina Machado afirmou haver consenso para a transição, em participação online.
  • No cenário atual, a Venezuela tem Delcy Rodríguez como presidente interina, com sinal de aproximação aos EUA, que retiraram sanções aplicadas ao país.

A Plataforma Unitária Democrática, coalizão de oito partidos opositores da Venezuela, divulgou no domingo 12 de abril de 2026 um roteiro para uma transição política no país. O documento condiciona a participação da oposição em novas eleições a reformas profundas nas instituições venezuelanas, incluindo mudanças em todos os Poderes e a reestruturação do órgão eleitoral.

Entre os itens defendidos no roteiro estão a libertação de presos políticos, o fim da perseguição ao dissenso e a reinstitucionalização das garantias constitucionais. O texto também preconiza a nomeação de um novo Conselho Nacional Eleitoral e autoridades independentes para conduzir uma eleição realmente livre.

A proposta inclui a abertura efetiva do espaço cívico, garantias para liberdade de expressão e organização política, além da restituição de direitos políticos a cidadãos atingidos. Também pede a normalização do sistema partidário, com devolução de cartões eleitorais e símbolos aos partidos legítimos.

A oposição defende ainda a criação de um Conselho Nacional Eleitoral provisório e independente, com transparência e profissionalismo. O retorno dos venezuelanos exilados por razões políticas também está entre as medidas, com garantias de não risco e reconhecimento de direitos civis.

María Corina Machado, líder da coalizão e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, afirmou em participação online que há consenso para uma transição. Segundo ela, a população se organiza para avançar com o que é necessário para o país.

Atualmente, a Venezuela é chefiada pela presidente interina Delcy Rodríguez, ligada ao espectro de esquerda. Em sinal de aproximação com os Estados Unidos, Washington retirou a venezuelana da lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro (OFAC) em 2024.

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