- O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, disse que a bancada defenderá um piso para o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado a partir da Receita Corrente Líquida (RCL).
- A proposta busca enfrentar o crime com inteligência, investigação e tecnologia, dizendo que a fragmentação de políticas mantém o crime organizado.
- Outro projeto em tramitação determina que o governo investirá ao menos 1% da receita no Sistema Único de Assistência Social (Suas), com estrutura dedicada no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
- A ideia do piso do Suas seria parte de uma estratégia para separar Justiça e Segurança Pública em ministérios diferentes, acenando a eleitores preocupados com a segurança.
- O tema envolve o uso da pauta para atrair apoio eleitoral, com foco no combate ao crime e no feminicídio, em um contexto de corrida presidencial.
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou que a bancada defenderá a criação de um piso para o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A ideia busca ampliar o orçamento destinado à segurança e enfrentar antagonismo de parte do eleitorado com foco na criminalidade.
Segundo o parlamentar, a proposta prevê uma Receita Corrente Líquida (RCL) específica para a segurança pública, associando-a a ações de inteligência, investigação e tecnologia. A estratégia é apresentar o tema de forma a superar resistência política e eleitoral.
Outra linha em análise avança na Câmara: caso aprovada, exigiria no mínimo 1% da receita federal destinada ao Sistema Único de Assistência Social (Suas). A ideia busca justificar a divisão entre segurança e justiça, com ampliação de recursos para políticas sociais.
O texto sobre o Suas envolve o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. A discussão envolve ainda a criação de um possível Ministério da Segurança ou a reorganização de secretarias ligadas ao combate ao crime organizado e ao feminicídio, dentro do Ministério da Justiça.
No cenário eleitoral, a competição passa pela percepção de combate ao crime. O tema é visto como ferramenta para atrair eleitores, incluindo eleitorado feminino, e pode influenciar posicionamentos de candidatos rivais, entre eles o ex-ministro Flávio Bolsonaro.
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