- PT aponta que 12 siglas que apoiam Odair Cunha somam cerca de 272 votos na disputa pelo TCU.
- Flávio Bolsonaro busca apoio de setores da centro-direita, conversando com Danilo Forte e Soraya Santos para unificar candidaturas contra Cunha.
- A ideia de unificação pode ser anunciada na terça-feira (14), antes da votação secreta para o cargo.
- PP, MDB e Republicanos já declararam apoio a Odair Cunha, segundo interlocutores do grupo.
- Além de Cunha e Soraya Santos, compõem a disputa Danilo Forte, Hugo Leal, Elmar Nascimento, Gilson Daniel e Adriana Ventura; todos passaram pela sabatina na Comissão de Finanças.
O PT aponta que as 12 siglas que apoiam o candidato do Planalto somam 272 votos na Câmara dos Deputados, em contagem realizada nesta segunda-feira (13) durante a disputa pela vaga ao Tribunal de Contas da União (TCU). A corrida envolve forças pró-Lula e pró-Flávio Bolsonaro, na leitura de parlamentares próximos ao palácio.
Flávio Bolsonaro procurou candidaturas de centro-direita consideradas mais alinhadas com o seu grupo, entre elas o deputado Danilo Forte (PP-CE), que trocou o União pelo PP. Forte pode somar forças com a deputada Soraya Santos (PL-RJ) para tentar unificar candidaturas contrárias a Odair Cunha (PT-MG). A possibilidade de anúncio de uma frente única seria nesta terça-feira (14), antes da votação secreta.
O PP declarou oficialmente apoio a Odair Cunha. Parlamentares da sigla, como Ricardo Barros, afirmaram que houve acordo a ser cumprido. Além do PT, MDB e Republicanos, partido do presidente da Câmara, Hugo Motta, também declararam apoio ao ex-presidente do TCU. Alencar Santana (PT-SP) estima aprovação de Cunha com pouco acima de 200 votos, com participação de outras siglas.
Sabatina e candidatura
Nesta segunda-feira, sete candidatos à vaga passaram pela sabatina da Comissão de Finanças da Câmara e tiveram os nomes aprovados para seguir na disputa. Entre os concorrentes, além de Odair Cunha e Soraya Santos, estão Danilo Forte, Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União-BA), Gilson Daniel (Pode-ES) e Adriana Ventura (Novo-SP). A eleição ao TCU é secreta e ocorre em data não anunciada.
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