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STJ analisa julgamento de PM acusado de feminicídio no Caso Gisele

STJ decide se caso da policial Gisele Alves Santana fica no Tribunal do Júri ou na Justiça Militar, com denúncias de feminicídio e fraude processual

A policial militar Gisele Alves Santana morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto
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  • STJ vai decidir se o caso da policial militar Gisele Alves Santana é julgado pela Justiça comum (Tribunal do Júri) ou pela Justiça Militar.
  • Gisele, mulher do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, foi morta com tiro na cabeça em fevereiro de 2026, em São Paulo, e o marido é acusado de feminicídio e de alterar a cena do crime para simular suicídio.
  • Em março, o ministro relator rejeitou a reclamação da defesa que pedia a libertação do oficial e contestava a competência da Justiça Militar.
  • A denúncia aponta mensagens do celular do acusado que indicam relação controladora e possessiva, fortalecendo a acusação de feminicídio em contexto de violência doméstica.
  • O caso abriu uma disputa sobre qual órgão deve julgá-lo, já que vítima e réu pertencem à Polícia Militar de São Paulo.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deverá definir se o caso da policial militar Gisele Alves Santana será julgado pela Justiça comum, pelo Tribunal do Júri, ou pela Justiça Militar. A decisão envolve o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa em fevereiro de 2026 com arma de fogo e de alterar a cena do crime para simular suicídio.

A denúncia sustenta que Rosa Neto cometeu feminicídio em contexto de violência doméstica. Além do homicídio, ele teria tentado apagar vestígios para favorecer a tese de suicídio. Em março, o ministro relator Reynaldo Soares da Fonseca rejeitou a reclamação da defesa, que pedia a libertação do oficial e contestava a competência da Justiça Militar.

O que motiva a disputa de competência

A controvérsia surgiu porque tanto a vítima quanto o acusado integravam a Polícia Militar de São Paulo. O Ministério Público de São Paulo aponta que a gravidade dos fatos e o padrão de violência doméstica justificam o enquadramento no feminicídio.

Dados da investigação e desdobramentos

A investigação aponta mensagens do celular de Rosa Neto descrevendo postura de controle e possessividade. O MP-SP classifica o conjunto como evidência de violência de gênero, fortalecendo a acusação de feminicídio.

Situação processual atual

A denúncia formal contra o tenente-coronel ocorreu em março, tornando-o réu no processo. O STJ deverá decidir, em breve, se o caso permanece na Justiça comum ou migra para a Justiça Militar, levando em conta precedentes da Corte e a natureza dos crimes.

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