- Câmara aprovou Odair Cunha (PT-MG) para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) com 303 votos em votação secreta.
- A vaga surgiu com a aposentadoria compulsória do ministra Aroldo Cedraz; o TCU tem nove ministros, sendo três indicados pela Câmara.
- Cunha contou com amplo apoio de doze partidos da base do governo; era necessária maioria simples, de 257 votos.
- Adriana Ventura (Novo-SP) desistiu da candidatura; houve tentativa de afunilar votos para Soraya Santos, mas Cunha venceu.
- Odair Cunha, de 41 anos, é formado em direito e atua como deputado federal desde 2002.
O plenário da Câmara aprovou Odair Cunha (PT-MG) para ocupar uma vaga no TCU (Tribunal de Contas da União). Ele obteve 303 votos, superando a maioria simples de 257 necessários em votação secreta. A candidatura contou com apoio de 12 partidos da base do governo.
Adriana Ventura (Novo-SP) desistiu da disputa pouco antes da votação, o que impactou a configuração de votos. A oposição tentou costurar apoio a Soraya Santos, mas não obteve sucesso. Houve também a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que, segundo apurações, tentou provocar desalinhamentos entre os candidatos.
Campanha e sabatina marcaram a reta final. Sete deputados indicados pelas bancadas iniciaram movimentos para angariar votos, com atividades de campo e panfletagem. A sabatina na Comissão de Fiscalização e Tomada de Contas (CFT) durou quase cinco horas, concentrando-se em emendas, fiscalização de recursos e aspectos técnicos.
Vaga no TCU
A cadeira foi aberta pela aposentadoria compulsória de Aroldo Cedraz. O TCU possui nove ministros, sendo três indicados pela Câmara, três pelo Senado e três pelo presidente da República. O órgão atua como órgão auxiliar do Congresso na fiscalização de recursos públicos federais.
Perfil de Odair Cunha
Mineiro de 41 anos, Cunha é formado em Direito pela Faculdade de Direito de Varginha e está em seu sexto mandato como deputado federal. Em votações relevantes, manteve posição contrária a reformas e privatizações, mas foi a favor de o aumento do fundo eleitoral para 5,7 bilhões de reais. Também ocupou funções como Terceiro-Secretário da Câmara e vice-líder do governo.
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