- Pesquisas eleitorais ajudam a medir intenção de voto, orientar cobertura jornalística e moldar estratégias políticas, com custos típicos entre R$ 100 mil e R$ 200 mil.
- O processo envolve definir uma amostra representativa da população (variáveis como idade, renda e gênero) e entrevistar em casa ou em locais com fluxo de pessoas.
- No Datafolha, perguntas são aplicadas em tablets, com geolocalização e envio automático dos dados; 20% dos entrevistados são re-contactados para checagem.
- Os dados passam por supervisão estatística e são registrados na Justiça Eleitoral até cinco dias antes da divulgação, incluindo contratante, valor, questionário e métodos.
- A margem de erro comum é de dois pontos percentuais com 95% de nível de confiança; por exemplo, se um candidato tem 48%, a faixa estimada fica entre 46% e 50%.
- Fonte: Agência Senado.
Pesquisa de intenção de voto é ferramenta usada para antever cenários eleitorais, encomendada por partidos, instituições financeiras ou veículos de imprensa. Os resultados ajudam na cobertura e na avaliação de forças políticas. Também orientam estratégias de campanha.
O processo envolve seleção de uma amostra representativa da população, com características como idade, renda e gênero. Pesquisadores definem variáveis e cruzam dados para chegar a um conjunto de entrevistados.
Além disso, as entrevistas podem ocorrer em domicílios ou em locais com grande fluxo de pessoas. No Datafolha, por exemplo, o levantamento é registrado com uso de tablets para coleta, geolocalização e checagem de respostas em tempo real.
Amostragem e verificação
A amostra é formada para refletir a diversidade regional e socioeconômica do país. Entrevistadores trabalham com critérios definidos a partir de dados do IBGE. Entre 20% a 30% dos respondentes costumam ser rechecados.
Os dados passam por supervisão estatística, com validação de respostas e análise por diferentes métodos. O objetivo é assegurar consistência antes de divulgar o resultado.
Margem de erro e confiança
A margem de erro indica a incerteza associada ao resultado do estudo. O nível de confiança explica a frequência de repetição do método sem perder precisão.
Padrões do mercado costumam adotar margem de 2 pontos percentuais com 95% de confiança. Assim, se um candidato aparece com 48%, pode oscilar entre 46% e 50% em cenários repetidos.
Quando a margem é aplicada, o resultado não determina voto, mas aponta a variação provável. Em qualquer caso, o conjunto de dados deve indicar claramente contratante, valores, questionário e métodos usados.
Fonte: Agência Senado
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