- A Comissão de Arte Safra deve revisar, nesta quinta, o plano de um arco triunfal de 250 pés em Washington para comemorar os 250 anos dos Estados Unidos.
- O arco ficaria em um rotatório perto do Cemitério Nacional de Arlington, do outro lado do Potomac em relação ao Lincoln Memorial, e seria cerca de 86 pés mais alto que o Arc de Triomphe.
- O projeto prevê emblemas dourados chamativos; o custo não foi divulgado. A viabilidade pode ser influenciada pela substituição dos membros da comissão por aliados do governo.
- A construção pode exigir aprovação do Congresso sob a Commemorative Works Act; um grupo de veteranos da Guerra do Vietnã e um historiador arquiteto entraram com ação federal para impedir o início das obras, enquanto democratas apresentaram amicus brief em apoio à ação.
- O White House espera concluir a obra ainda durante o mandato atual, mas resta dúvidas sobre financiamento e sobre possíveis entraves legais.
O Comissariado Federal de Belas Artes vai revisar, nesta quinta-feira, planos para um Arco Triunfal de 250 pés de altura, criado para celebrar os 250 anos dos EUA. A obra, proposta pela gestão de Donald Trump, seria erguida em um rotated around a roundabout próximo ao Cemitério de Arlington, do outro lado do Potomac em relação ao Lincoln Memorial. A motivação é marcada pela estética associada ao governo atual e pela pretensão de deixar uma marca visual na capital.
O arco é descrito como uma versão monumental do Arco do Triunfo, em Paris, mas com dimensões que o colocariam bem acima de muitas referências mundiais. A proposta não teve o custo divulgado pelo governo, e os detentores do projeto defendem a grandiosidade como símbolo de identidade nacional.
Entre as comparações, o arco de Washington seria significativamente mais alto que muitos imponentes da história, incluindo marcos nos Estados Unidos e em outras regiões. Gráficos divulgados pela imprensa mostram as diferenças de altura em relação a obras como o Arco da Rua Augusta e o Arco de Constantino.
A depender do desfecho, o monumento poderia alterar o skyline da capital, ficando visível tanto na entrada quanto na saída da cidade pelo Washington Memorial Bridge. A altura prevista colocaria o arco próximo do topo de referências como o Lincoln Memorial e quase ao nível do Capitol.
A White House indica que a construção pode ocorrer ainda no decorrer do mandato de Trump, mas questionamentos sobre financiamento, viabilidade e aprovação legal permanecem em aberto. A pauta aparece envolta por dúvidas sobre trâmites legais e legais, como as exigências da Commemorative Works Act de 1986.
Entretanto, um grupo de veteranos da Guerra do Vietnã, acompanhado de um historiador da arquitetura, moveu ação federal para impedir a obra, alegando necessidade de aprovação do Congresso em diversos marcos legais. O caso já provocou reações de membros democratas do Congresso, que apresentaram um parecer amicus em apoio à ação.
Desdobramentos legais
O processo judicial e possíveis recursos podem atrasar ou bloquear a construção do arco, dependendo de decisões judiciais e de eventuais intervenções legislativas. Em Washington, a discussão envolve prerrogativas federais, normas de uso do espaço público e o balanço entre símbolos nacionais e restrições legais.
Contexto histórico
Especialistas ressaltam que muitos arcos monumentais ao redor do mundo servem a memórias de guerras, revoluções ou demonstrações de resiliência de povos. A dinâmica entre simbolismo, orçamento público e interesse cívico preocupa autoridades locais e nacionais.
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