- A CPI do Crime Organizado trocou membros às vésperas da votação do relatório final, nesta terça-feira (14).
- Beto Faro (PT-PA) substitui Sergio Moro (PL-PR) como titular; Teresa Leitão (PT-PE) entra no lugar de Marcos do Val (Avante-ES).
- As mudanças ocorrem no bloco Democracia ( MDB, PSDB, Podemos e União Brasil ) e ampliam a base governista.
- Com 11 membros titulares, as trocas podem favorecer a reprovação do relatório de Alessandro Vieira ( MDB-SE ), já que Moro e Marcos do Val eram contrários ao parecer.
- Também entraram Soraya Thronicke (PSB-MS), substituindo Jorge Kajuru (PSB-GO), e Marcos Rogério (RO), no lugar de Wellington Fagundes (MT); o relatório recomenda indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral Paulo Gonet.
A CPI do Crime Organizado anunciou mudanças na composição de seus membros menos de 24 horas antes de votar o relatório final. As alterações envolvem a substituição de dois nomes do grupo Democracia, que reúne MDB, PSDB, Podemos e União Brasil.
Com as mudanças, o PT ampliou sua participação entre os titulares. O senador Beto Faro (PT-PA) substitui Sergio Moro (PL-PR), enquanto a senadora Teresa Leitão (PT-PE) entra no lugar de Marcos do Val (Avante-ES).
Outra mudança alterou a bancada de apoio, com a entrada da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que substitui Jorge Kajuru (PSB-GO). Marcos Rogério (PL-RO) passou a ocupar o lugar de Wellington Fagundes (PL-MT).
O relatório, assinado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), tem mais de 200 páginas. Entre as medidas propostas, o documento sugere indiciamento de ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet.
A troca de integrantes na CPI ocorreu próximo ao momento da votação do parecer final. Analysts apontam que a alteração da base de apoio pode influenciar o resultado, mantendo o foco no conteúdo do relatório.
Até o momento, não houve confirmação formal de o voto final já ter ocorrido ou de quais itens do texto teriam sido alterados pela nova composição. O desfecho depende do escrutínio dos senadores titulares.
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