- Eduardo Bolsonaro não compareceu ao depoimento on-line no Supremo Tribunal Federal, e o interrogatório foi considerado prejudicado pela ausência de testemunhas pela defesa e pela Procuradoria-Geral da República.
- Em vinte e dois de setembro, a Procuradoria-Geral da República ofereceu denúncia contra Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo por coação no curso do processo.
- O relator, ministro Alexandre de Moraes, determinou que o gabinete de Eduardo fosse notificado para apresentar defesa prévia; por não ter indicado advogados, a defesa passou a ser exercida pela Defensoria Pública da União.
- Em agosto de dois mil e vinte e cinco, a Polícia Federal indiciou Eduardo e o ex-presidente Jair Bolsonaro por coação no curso do processo, no inquérito que apura atuação nos Estados Unidos.
- A PF aponta que o grupo, com apoio de Paulo Figueiredo e Silas Malafaia, buscou interferir na Ação Penal e pressionar instituições democráticas, incluindo o Supremo Tribunal Federal e o Congresso.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro não compareceu ao depoimento online no STF, previsto no âmbito da ação em que responde por coação em processo judicial. A ausência ocorreu no interrogatório, que ficou prejudicado pela falta de manifestação diretamente do réu.
O juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, Diego Martinez Cantoario, destacou que não foram arroladas testemunhas pela defesa nem pela PGR. Com isso, o interrogatório do réu ficou prejudicado e não houve seu depoimento formal.
Em 22 de setembro, a PGR apresentou denúncia contra Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo por coação no curso do processo. O relator do caso, Moraes, determinou a notificação do gabinete do então congressista para apresentar defesa prévia.
À época, Moraes considerou válida a notificação, já que Eduardo Bolsonaro ainda possuía mandato. Como o parlamentar não indicou advogados, a defesa passou a ser exercida pela DPU.
Entenda
Em agosto de 2025, a PF indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro por suposta coação no contexto de uma apuração sobre atuação no exterior. O indiciamento ocorreu no inquérito que investiga supostas tentativas de pressão para influenciar decisões institucionais.
A investigação apura a atuação do grupo nos EUA, com alegações de medidas de pressão e sanções contra autoridades brasileiras. A PF aponta cooperação entre Eduardo, Bolsonaro, Paulo Figueiredo e o pastor Silas Malafaia.
Entre na conversa da comunidade