- Governo pretende anunciar, próximo ao Dia do Trabalho, o programa de renegociação de dívidas no cartão de crédito, empréstimo consignado e cheque especial.
- Planalto vê o endividamento das famílias como fator que derruba a popularidade de Lula e busca uma “bala de prata” para a campanha.
- Pesquisa Genial/Quaest com eleitores indecisos mostra frustração com o custo de vida e desejo por mais do que benefícios sociais.
- Documento do PT, a ser apresentado no 8º Congresso em Brasília, defende direitos do bem viver e direitos mínimos para trabalhos em plataformas virtuais; propõe proibir apostas online para quem aderir ao refinancing.
- A sondagem indica que cerca de 30% dos eleitores ainda não decidiu o voto; tema é acompanhado de perto pelo Planalto.
O governo Lula planeja anunciar, no Dia do Trabalho, um novo programa de renegociação de dívidas no cartão de crédito, empréstimo consignado e cheque especial. A medida busca reduzir o endividamento das famílias e conter a queda de popularidade do presidente.
A avaliação do Palácio do Planalto é que o aumento do custo de vida tem pressionado a base de apoio. A ideia é usar o anúncio para ampliar a percepção de melhoria econômica, especialmente diante de adversários políticos mais próximos nas pesquisas.
Uma sondagem qualitativa da Genial/Quaest, com 50 grupos de eleitores indecisos, aponta insatisfação mesmo entre quem recebe benefícios. Os entrevistados citam custo de vida elevado e desejam ideias além de benefícios sociais.
A pesquisa também revela que muitos homens reconhecem consumo significativo com apostas online, em estudos por grupo. Já entre mulheres e homens, houve menor disposição para discutir o tema abertamente entre familiares.
A proposta do governo inclui mecanismos de controle para evitar que aderentes ao refinanciamento façam novas apostas online. A intenção é impedir que o crédito adicional aumente o endividamento já existente, caso a reforma seja aprovada.
O programa de dívida integra a linha de defesa do governo no âmbito do novo eixo de campanha, o conceito de “direitos do bem viver”. O PT pretende apresentar a proposta no 8º Congresso, em Brasília, de 23 a 26 deste mês.
A comunicação interna do PT afirma que haverá resistência de setores econômicos contrários a ampliar direitos. O texto também enfatiza a defesa do descanso, do lazer e de direitos para trabalhadores, incluindo quem atua em plataformas digitais.
Segundo a Quaest, a taxa de abstenção entre eleitores indecisos mantém-se elevada em várias regiões, o que pode influenciar a trajetória da campanha. O governo trabalha para ampliar apoio entre mulheres, grupo que tem mostrado desaprovação ao governo em alguns segmentos.
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