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Flávio Bolsonaro é alvo de inquérito por calúnia contra Lula

PF abriu inquérito para apurar calúnia de Flávio Bolsonaro contra Lula; Moraes autorizou a investigação, com prazo inicial de sessenta dias

Na imagem, ministro do STF, Alexandre de Moraes, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
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  • O ministro Alexandre de Moraes autorizou a abertura de inquérito no STF para apurar calúnia contra o presidente Lula envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.
  • A investigação, iniciada após representação da Polícia Federal, tem prazo inicial de 60 dias.
  • A decisão ocorreu na quarta-feira, 15 de abril de 2026, após a PF apresentar a representação.
  • A PF citou publicação de Flávio em janeiro de 2026 que associava Lula a Nicolás Maduro em situação de prisão, sugerindo que o presidente seria delatado e imputando crimes.
  • A PF sustenta que a postagem atribui crimes sem provas; o caso tramita no STF, com possibilidade de prorrogação, arquivamento ou responsabilização do senador.

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, com prazo inicial de 60 dias. A abertura ocorreu nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026.

A PF informou que a representação envolve uma publicação de Flávio nas redes sociais, em janeiro de 2026, que associava Lula a Nicolás Maduro em situação de prisão e sugeria que o presidente brasileiro seria delatado. O conteúdo descrevia supostos crimes.

A autoridade apontou que a postagem atribui ao presidente práticas criminosas como tráfico internacional, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e fraudes eleitorais, sem apresentar provas. AParece imputação direta de crimes.

Decisão e próximos passos

Alexandre de Moraes justificou a abertura pela divulgação pública do conteúdo e pela imputação de crimes ao presidente da República, o que, segundo ele, justifica apuração.

O inquérito tramita no STF, instituição que atua sobre autoridades com foro privilegiado. A PF deverá reunir elementos sobre o contexto, repercussão e a possível intenção por trás da postagem.

Ao fim do prazo inicial, a PF pode solicitar prorrogação, pedir o arquivamento ou indicar elementos para eventual responsabilização do senador, sob supervisão do STF.

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