- O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, chamou de contradição a defesa de impeachment e prisão de Toffoli e Moraes feita por Romeu Zema, após Zema ter recorrido ao STF para adiar parcelas da dívida de Minas Gerais com a União.
- Mendes afirmou que o STF prestou socorro institucional a Minas Gerais, evitando desorganização fiscal e riscos à continuidade de serviços públicos essenciais.
- Zema respondeu nas redes sociais, dizendo que uma decisão favorável no passado não o torna submisso ao STF e criticando a postura de Mendes.
- O ex-governador é pré-candidato à Presidência; Mendes disse que Zema só reconhece o STF quando as decisões favorecem o fluxo de caixa do governo, acusando utilitarismo.
- Zema havia sugerido, na segunda-feira, que Toffoli e Moraes deveriam ser afastados e presos; Mendes manteve tom institucional ao comentar a relação entre decisões judiciais e interesses políticos.
O ministro do STF Gilmar Mendes comentou, nesta quarta-feira 15, as declarações do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. Mendes disse que o STF prestou um socorro institucional ao estado ao suspender obrigações bilionárias junto à União. Zema respondeu que uma decisão anterior do STF não o obriga a ser submisso ao tribunal.
A troca teve início com Zema, pré-candidato à Presidência, que defendeu o impeachment e a prisão dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Mendes rebateu dizendo que o mesmo trecho de atuação que o ex-governador critica foi usado por Zema para adiar pagamentos ao governo federal.
Segundo Mendes, Zema reconhece a necessidade do STF quando a decisão favorece o fluxo de caixa de Minas, mas ataca o tribunal quando ele decide conforme a Constituição e não conforme interesses políticos. O ministro criticou o uso instrumental do tribunal para fins fiscais.
Na segunda-feira, Zema havia participado de um encontro com lideranças políticas em São Paulo, promovido pela ACSP, e afirmou que Toffoli e Moraes devem ser afastados e presos. A fala gerou reação de Mendes, que destacou a relação entre decisões judiciais e orçamento público.
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