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Lula chama Bolsonaro de coisa que veio depois do Temer em discurso

Lula critica Bolsonaro e Temer pela reforma trabalhista, dizendo que legalizou o trabalho precário e precarizou a previdência, em encontro com centrais sindicais

Sem renda, ganhando menos do que um salário mínimo, o trabalhador sequer conseguiu contribuir para previdência
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  • Lula chamou Jair Bolsonaro de “a coisa que veio depois do Temer” durante encontro com centrais sindicais no Palácio do Planalto, em 15 de abril de 2026.
  • O presidente disse que a reforma trabalhista “legalizou o trabalho precário” e citou precarização da previdência e falta de renda para quem não contribui.
  • Participaram do ato o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Luiz Marinho, Guilherme Boulos e José Guimarães, junto de 36 representantes de centrais sindicais.
  • A Pauta da Classe Trabalhadora reúne 68 reivindicações para 2026 a 2030, incluindo 40 horas sem redução salarial, fim da escala 6 X 1, combate à pejotização e regulamentação do trabalho por aplicativo.
  • O governo enviou ao Congresso, em 14 de abril, o projeto pelo fim da escala 6 X 1; as centrais realizaram a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília no mesmo dia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou Jair Bolsonaro de a coisa que veio depois do Temer durante encontro com centrais sindicais no Palácio do Planalto. O objetivo foi apresentar a Pauta da Classe Trabalhadora para 2026-2030. A fala ocorreu nesta quarta-feira (15 abr 2026).

Lula criticou a reforma trabalhista aprovada em 2017, instruída por Michel Temer, e afirmou que teria flexibilizado o trabalho precário. Ele afirmou ainda que, com a falta de renda, muitos trabalhadores não conseguiram contribuir para a previdência.

Participaram do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, além de ministros ligados ao tema: Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais). Ao todo, 36 representantes de centrais sindicais participaram.

Reforma trabalhista

Temer sancionou, em julho de 2017, a legislação que promoveu mudanças na relação entre empregados e empregadores. Entre os pontos, ficou abolido o imposto sindical obrigatório, pago por todos os trabalhadores. A reforma também ampliou a possibilidade de acordos sem participação direta de sindicatos.

Pauta da Classe Trabalhadora

A pauta reúne 68 reivindicações para 2026-2030, incluindo redução da jornada sem perda salarial e fim da escala 6 x 1. O documento também aborda combate à pejotização, regulamentação do trabalho por aplicativo, fortalecimento das negociações coletivas e defesa de direitos de trabalhadoras.

O governo enviou ao Congresso, na terça-feira (14 abr), regime de urgência para o fim da escala 6 x 1, sem detalhar o mérito da proposta. A pauta foi entregue ao presidente da Câmara, Hugo Motta, na quarta-feira (15 abr).

No mesmo dia, as centrais sindicais promoveram a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, defendendo a redução da jornada de trabalho. A caminhada reuniu representantes de trabalhadores e entidades sindicais para pressionar o governo e o Congresso.

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