- A Geração Prateada (60+ aptos a votar) cresceu 74% entre 2010 e 2026, de 20,8 milhões para 36,2 milhões em março deste ano.
- O total de eleitores de todas as idades aumentou 15% no mesmo período, chegando a 156,2 milhões até a próxima eleição, contra 135,8 milhões em 2010.
- Em cenários de polarização, o peso do grupo 60+ é estratégico, já que em 2022 a diferença entre candidatos ficou abaixo de 2 milhões de votos.
- A abstenção entre 60+ caiu nas últimas três eleições: 37,1% em 2014, 36,4% em 2018 e 34,5% em 2022.
- Em 2024, mais de 70 mil candidatos com 60 anos ou mais se registraram (15% do total), sendo 4.873 em 2022 (17%).
O grupo de eleitores com mais de 60 anos teve crescimento expressivo nos últimos 16 anos. Dados da Nexus-Pesquisa, com base no Portal de Dados Abertos do TSE, mostram que a Geração Prateada aumentou 74% entre 2010 e 2026, superarando o ritmo de crescimento do conjunto do eleitorado brasileiro.
Entre 2010 e março deste ano, o total de eleitores de todas as faixas etárias subiu 15%. Já o grupo 60+ passou de 20,8 milhões em 2010 para 36,2 milhões, um salto de 15,4 milhões. O estudo aponta que o número pode crescer até o dia 6 de maio, prazo de cadastramento no TSE.
156,2 milhões de pessoas estavam aptas a votar em outubro, contra 135,8 milhões em 2010. O levantamento destaca que, em cenários de polarização, o voto entre 60+ pode ter peso estratégico para o resultado das urnas.
Perfil da Geração Prateada
O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, afirma que o 60+ pode influenciar o resultado eleitoral, mesmo sem garantir vitória isoladamente. Ele cita que a diferença entre candidatos em 2022 foi inferior a 2 milhões de votos.
A participação dessa faixa representa cerca de um quarto do eleitorado, o que reforça seu papel na configuração de sistemas políticos estáveis. Tokarski ressalta que a tendência é acompanhar o envelhecimento da população nas curvas de participação.
Abstenção entre idosos
A abstenção entre maiores de 60 anos recuou nas últimas três eleições. Foi de 37,1% em 2014 para 36,4% em 2018 e 34,5% em 2022. Em comparação, a abstenção geral variou de 19,4% para 20,3% e 20,9%.
Entre os maiores de 70 anos, a taxa de abstenção continua acima da média do 60+, mas também diminuiu: 63,6% em 2014, 62,7% em 2018 e 58,9% em 2022. A participação desse grupo permanece ligada a convicções políticas.
Cenário político e candidaturas
O levantamento aponta aumento anual no número de candidaturas de pessoas com 60 anos ou mais nas eleições gerais e municipais. Em 2024, mais de 70 mil elegíveis tinham 60+ entre os candidatos, 15% de todas as candidaturas, recorde histórico desde 1998.
No pleito de 2022, também houve recorde de candidaturas 60+, com 4.873 registros, equivalentes a 17% do total. Especialistas afirmam que esse contingente pode influenciar o equilíbrio de forças em cenários competitivos.
Entre na conversa da comunidade