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STF cita abuso de poder do relator da CPI do Crime

Relatório final da CPI do Crime é rejeitado; ministros do STF acusam abuso de poder do relator e apontam risco de inelegibilidade e enfraquecimento da democracia

Além dos ministros do STF, relatório também pedia o indiciamento do procurador-geral Paulo Gonet; na imagem, Dias Toffoli (esq) e Gilmar Mendes (dir)
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  • A CPI do Crime Organizado rejeitou o parecer do relator, que pedia o indiciamento de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e do procurador-geral Paulo Gonet, em sessão da 2ª Turma do STF.
  • O relator, Vieira, foi crítico ao relatório final, que classificou como abuso de poder e infundado, e disse que poderia levar à inelegibilidade de pessoas citadas.
  • O ministro Gilmar Mendes afirmou que o pedido de indiciamento sem base legal é erro histórico e comparou as iniciativas ao Lava Jato, defendendo que haja cuidado com ataques a instituições.
  • O ministro André Mendonça expressou solidariedade aos colegas diante de injustiças, acompanhando a defesa institucional do tribunal.
  • O relatório também tratou do caso Banco Master, mantendo a indicação de apuração pela Polícia Federal, e indicou que o caso exige CPI própria para avançar.

Durante a sessão da 2ª Turma do STF, ministros analisaram o relatório final da CPI do Crime Organizado, que foi rejeitado. O documento pedia o indiciamento de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Toffoli afirmou que o relatório é infundado, sem base factual e orientado a obter votos. Ele classificou o texto como abuso de poder e alertou que poderia levar à inelegibilidade de envolvidos, destacando que ataques a instituições prejudicam o Estado Democrático de Direito.

Gilmar Mendes, o decano, rejeitou o indiciamento de ministros sem base legal e disse que o pedido representa erro histórico. O ministro criticou o que chamou de uso político do processo e afirmou que o STF deve ser preservado de pressões indevidas.

André Mendonça manifestou apoio aos colegas e disse que há situações de injustiça que podem pairar sobre integrantes do Tribunal e outras pessoas envolvidas em investigações.

Flávio Dino, em postagem recente, classificou como erro atribuir ao STF o rótulo de maior problema nacional. O ministro ressaltou a necessidade de responsabilidade ao investigar crimes organizados e destacou solidariedade aos colegas alvo de críticas.

Relatório e votação

A CPI do Crime Organizado rejeitou o parecer do relator por 6 votos a 4. Além de mirar os ministros, o documento também tratava do procurador-geral Paulo Gonet e apontava possível crime de responsabilidade no caso do Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro.

Entre os apontamentos do relatório, constam indícios de conduta incompatível com decoro em relação a Moraes, Toffoli e Mendes, bem como imputações a Gonet. A CPI afirmou que o caso Master demanda apuração adicional por CPI específica e investigações da Polícia Federal.

O relatório indicava que o episódio do Master seria alvo de investigações posteriores, com a defesa de que houve complexidade e limitação de meios. A CPI afirmou que os fatos identificados deverão seguir para apuração posterior por órgãos competentes.

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