- Central de Atendimento à Mulher divulgou, com base no balanço de 2025 do Ligue 180, que há 425 novos casos de agressão contra mulheres por dia no Brasil e mais de 7.000 denúncias de violência vicária no mesmo ano.
- Thais Cremasco, da OAB de São Paulo, afirma que, apesar dos avanços da Lei Maria da Penha, ainda há dificuldades de aplicação e uma cultura que subordina a mulher.
- A medida de proteção passou a reconhecer violência psicológica e patrimonial, mas muitas autoridades não verificam esses casos; ainda há mulheres que não denunciam.
- Cremasco ressalta que a violência contra a mulher persiste também por microagressões e pela crença de que cabe à própria mulher se defender das violências.
- A especialista aponta necessidade de uma lei que criminalize o discurso de ódio e comenta que o movimento red pill incentiva mensagens de ódio contra mulheres entre jovens.
A Central de Atendimento à Mulher, com base em balanço de 2025, mostra que no Brasil 425 novos casos de agressão contra mulheres são registrados por dia. Also, mais de 7.000 denúncias de violência vicária foram feitas no mesmo ano.
A coordenadora do núcleo de violência contra a mulher da OAB de São Paulo, Thais Cremasco, afirma que avanços da Lei Maria da Penha não bastam sem aplicação efetiva da norma. A sistemática aponta falhas na implementação.
Ela destaca que a violência se sustenta também por microagressões e pela cultura que ainda coloca a responsabilidade na mulher para se defender. Muitas vítimas ainda não denunciam os abusos.
Cultura brasileira é apontada como entrave. Thais diz que é preciso reconhecer que a sociedade desrespeita repetidamente a mulher, e defende o fortalecimento de leis queCms criminalizem discurso de ódio contra elas.
Uma tecnologia do machismo
A especialista analisa o papel de redes sociais e movimentos como o red pill, que promovem mensagens de ódio contra mulheres. Cerca de 30% dos adolescentes estariam inclinados a ver mulheres como submissas.
Ela explica que a violência contra a mulher se reinventa e que a sociedade precisa mudar hábitos para reduzir riscos. Em muitos casos, a percepção de vergonha impede a denúncia.
Ao encerrar, Thais alerta que condições abusivas ligadas a dependência financeira mantêm sistemas perigosos. Estabelecimentos de padrões de convivência podem levar a desfechos graves para as mulheres.
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