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Advogado de Master é preso pela PF e levado ao banco por Augusto Lima

Advogado apontado como arquiteto jurídico do Master é levado ao Master por Augusto Lima, em nova fase da Compliance Zero, com foco no Credcesta e no Banco Pleno

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro
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  • Advogado Daniel Monteiro, considerado o arquiteto jurídico do Master, foi preso na nova fase da operação Compliance Zero e levado ao Master pelo ex-sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Lima.
  • Na primeira fase, em novembro de 2025, circulou boato sobre a prisão de Monteiro; a notícia chegou a aparecer no site Metrópoles, mas foi retirada após curto período.
  • Augusto Lima já havia sido preso na primeira fase e hoje cumpre medidas cautelares; os bens dele estão indisponíveis devido à liquidação do banco que ele criou ao deixar o Master, o Banco Pleno.
  • Monteiro começou a atuar com Lima na Bahia antes da associação deste a Vorcaro, em 2019, e desenhou a estrutura de fundos usada para arrematar o Credcesta no leilão da Ebal, estatal de supermercados da Bahia, em 2018.
  • A estrutura envolvia fundos da Reag (Diamond, Reag34) e serviu como base para ocultar patrimônio no esquema do Master; o Credcesta abriu portas para o envolvimento de Lima, que ficou com 30% da sociedade do Banco Máxima.

Na nova fase da operação Compliance Zero, a Polícia Federal prendeu o advogado Daniel Monteiro, considerado o arquiteto jurídico do Master. O transporte dele para o que seria o núcleo do Master ocorreu sob a coordenação de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

A prisão de Monteiro ocorreu durante a continuidade das investigações, que miram o conjunto de operações financeiras associadas ao Master. A PF sustenta que o escritório do advogado estava ligado à estrutura que seria usada para ocultar patrimônio e facilitar fraudes.

Segundo apuração, Monteiro começou a atuar com Lima na Bahia antes da associação deste ao grupo de Vorcaro, em 2019. Ele teria elaborado a estrutura de fundos ligada ao Credcesta, associada ao leilão da Ebal, estatal baiana de supermercados, em 2018.

A operação aponta que a estrutura envolvia fundos geridos pela Reag, como o Diamond (Reag34). O objetivo seria manter o controle de ativos de fachada, prática que seria repetida no esquema do Master, conforme as investigações.

O Credcesta seria, segundo as apurações, a porta de entrada de Lima e Monteiro no esquema. O grupo de Lima chegou a arrematar a Ebal por 15 milhões de reais, em gestão de Rui Costa, então governador da Bahia. Decreto posterior alterou o escopo do programa.

Monteiro também foi preso junto com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O objetivo da ação envolve a possível compra de imóveis de luxo avaliados em 146 milhões de reais, possivelmente vinculados à atuação de Costa na operação de aquisição do Master pelo BRB, que foi contestada pelo Banco Central.

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