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Alckmin defende taxa das blusinhas após críticas de Lula e Guimarães

Alckmin defende taxa de 20% sobre compras importadas até US$ 50, criticada por Lula e Guimarães, ampliando divergências no governo

Conhecida como 'taxa das blusinhas', o tributo foi criticado, nesta semana, tanto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como pelo ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais - (crédito: Júlio César Silva/MDIC)
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  • O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, defendeu a manutenção da taxa de 20% sobre compras de produtos importados de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”.
  • Segundo Alckmin, o imposto busca equiparar a concorrência com a indústria nacional, já que, somados o imposto de importação e o ICMS, fica abaixo de quarenta por cento, contra quase cinquenta por cento pagos pelo produtor nacional.
  • Lula e o ministro José Guimarães criticaram a taxa nesta semana; o presidente afirmou ser desnecessária.
  • Guimarães disse que revogação do imposto seria uma boa ideia.

Geraldo Alckmin, presidente da República em exercício, defendeu nesta quinta-feira 16/4 a manutenção da cobrança de 20% sobre compras de produtos importados até US$ 50, conhecida como a taxa das blusinhas. O objetivo, segundo ele, é equiparar a concorrência entre produtos estrangeiros e a indústria nacional.

O ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, e o presidente Lula criticaram o tributo. Guimarães classificou a medida como passível de revisão, enquanto Lula afirmou que a taxa é desnecessária, destacando o impacto sobre aquisições de menor valor.

Alckmin explicou que, ao somar o imposto de importação com o ICMS estadual, a carga tributária fica abaixo de 40%, enquanto o produtor nacional enfrenta custos próximos a 50%. O objetivo, segundo o governo, é reduzir desequilíbrios de competição.

Divergência no Planalto

Guimarães sugeriu a possibilidade de revogação da taxa, destacando divergências internas sobre a medida. Lula reforçou a crítica, apontando prejuízos para famílias de menor poder aquisitivo.

A discussão segue sem consenso entre os membros do governo. Não houve anuncio de prazo ou de mudanças formais na política, apenas a defesa contínua da manutenção pela equipe econômica.

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