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Chefe do Pentágono cita Bíblia para comparar repórteres a inimigos de Jesus

Chefe do Pentágono usa Bíblia para comparar repórteres aos fariseus, alimentando polêmica entre governo Trump e o Papa

Secretário de Defesa dos EUA Pete Hegseth no Pentágono
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  • O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, citou escrituras bíblicas em coletiva no Pentágono para atacar a imprensa, comparando repórteres aos fariseus que planeavam destruir Jesus.
  • Ele afirmou que parte da imprensa “odeia Trump” e que os fariseus examinavam cada ato em busca de uma violação, com corações endurecidos para Jesus.
  • As declarações ocorreram em meio a atrito entre Donald Trump e o papa Leão, após Trump publicar imagens em que Jesus aparece abraçando ele mesmo.
  • A retórica religiosa também foi usada para falar da guerra no Irã, incluindo o resgate de um piloto abatido, considerado por eles um milagre.
  • O professor de história John Fea observa que o uso da linguagem religiosa pelo governo Trump é mais explícito do que em administrações anteriores, enquanto Leão reagiu publicamente a essa instrumentalização.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, citou passagens bíblicas nesta quinta-feira (16) durante uma coletiva no Pentágono, ao criticar a cobertura da imprensa sobre a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. Ele comparou repórteres aos fariseus que, na visão dele, tentavam destruir Jesus.

Segundo Hegseth, a imprensa teria tendência a negatividade, o que, na leitura dele, seria similar ao comportamento descrito em textos religiosos. Ele afirmou que nem todos os jornalistas estariam nesse grupo, mas direcionou as críticas aos veículos que, na prática, segundo ele, odeiam o ex-presidente Donald Trump.

A fala ocorreu em meio ao acirramento entre Trump e o Papa Leão, com o líder católico criticando o uso político da religião. O episódio também coincidiu com recentes publicações de Trump nas redes sociais, que associaram Jesus a conquistas políticas, em meio a tensões com o Vaticano.

Reações e desdobramentos

Hegseth também destacou a repercussão da guerra no Irã e mencionou um episódio envolvendo o resgate de um piloto americano, considerado por ele como um milagre. A declaração aparece em meio a debates sobre o tom religioso utilizado por autoridades de defesa em tempos de conflito.

Especialistas consultados lembram que o uso de linguagem religiosa em contextos de política externa não é novo, mas ressaltam a necessidade de diferenciar críticas a coberturas jornalísticas de acusações a indivíduos. A posição de Hegseth é vista como alinhada a uma leitura crítica da imprensa em relação à gestão Trump.

Contexto e números

Washington tem enfatizado ações militares e diplomáticas para reduzir a influência iraniana na região. Dados oficiais indicam aumentos de operações e de verbas destinadas a apoio a aliados, além de relatos sobre danos e baixas no conflito. O tema segue gerando reação de líderes religiosos e de analistas políticos, que pedem foco em fatos verificáveis.

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