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Couto exonera mais de 150 cargos sem função na Secretaria de Governo do RJ

Exoneração de cento e cinquenta e dois servidores da Secretaria de Governo do Rio de Janeiro integra reestruturação do governo em exercício, com apuração de funcionários fantasmas

O governador em exercício, e desembargador do TJRJ, Ricardo Couto — Foto: Rafael Oliveira/TJRJ
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  • O Diário Oficial do Rio de Janeiro publicou, em edição extra, a exoneração de 152 servidores da Secretaria de Governo.
  • As exonerações são assinadas pelo novo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, nomeado na terça-feira, 14 de abril.
  • Parte dos exonerados seriam funcionários fantasmas, sem concurso e sem acesso ao Serviço Eletrônico de Informações (SEI).
  • A medida integra a reestruturação em curso pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, que também promove mudanças na Casa Civil e na Secretaria de Governo.
  • O governo lançou um choque de transparência, iniciando auditoria de gastos públicos com a análise de mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam mais de R$ 81 bilhões.

Uma edição extra do Diário Oficial do Rio de Janeiro confirmou a exoneração de 152 servidores da Secretaria de Governo. As demissões foram assinadas pelo novo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, nomeado na terça-feira (14). A medida integra a reestruturação promovida pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto.

Segundo apuração do g1, parte dos exonerados atua como funcionários fantasmas. A maioria não passou por concurso e não tem acesso ao Serviço Eletrônico de Informações (SEI). Fontes afirmam que esses nomes teriam sido indicados pelo ex-secretário de Governo André Moura, sem justificativas funcionais apresentadas.

Ricardo Couto, que assumiu há cerca de 20 dias, tem promovido mudanças nas pastas ligadas à sua gestão, especialmente a Casa Civil e a Secretaria de Governo. Em paralelo, o governo afasta conselheiros próximos ao ex-governador Cláudio Castro, como Nicola Miccione e Rodrigo Abel.

Reestruturação e auditoria

O governo anunciou ainda o início de uma auditoria nos gastos públicos. A ação envolve a análise de mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam acima de R$ 81 bilhões. A avaliação é apresentada como parte de um chamado “choque de transparência” na máquina pública.

O objetivo é ampliar a transparência e detectar irregularidades, com a expectativa de desdobramentos nas controlladorias e em setores ligados à gestão fiscal. As informações são acompanhadas pela administração de Couto, que detalha medidas de controle interno e oversight.

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