- Todd Lyons, diretor interino do ICE, vai deixar o cargo em 31 de maio de 2026, segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS).
- O anúncio ocorre horas depois de uma audiência pública em que Lyons informou que pelo menos 44 pessoas morreram sob custódia do ICE desde março de 2025, número recorde na história da agência.
- Lyons supervisionou incursões de cumprimento da lei de imigração associadas a mortes em centros de detenção, incluindo incidentes em Minnesota e Illinois.
- O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, elogiou Lyons e disse que ele ajudou a remover criminosos das comunidades americanas, desejando boa sorte ao deixar o cargo.
- A saída de Lyons ocorre em meio a mudanças no DHS, com Mullin substituindo a ex-chefe Kristi Noem após a demissão de Noem em março, após questionamentos sobre uma campanha publicitária de 220 milhões de dólares.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) anunciou que o diretor interino da Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), Todd Lyons, deixará o cargo em 31 de maio de 2026. A confirmação foi feita na sexta-feira, 16 de abril. A divulgação ocorreu poucas horas depois de uma audiência sobre o recorde de mortes de detidos em unidades da ICE.
Lyons atuou à frente de operações de fiscalização de imigração associadas a incidentes de violência, com investigações que envolveram mortes em Minnesota e Illinois. O anúncio aponta para a conclusão de sua gestão no ICE ao fim de maio, sob o governo atual.
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, disse considerar Lyons um líder importante e destacou que a agência recebeu apoio para cumprir sua função. Mullin afirmou que Lyons seguirá para oportunidades no setor privado, sem detalhar planos futuros. O último dia de Lyons é 31 de maio de 2026.
Contexto institucional e desdobramentos
A saída acontece em meio a uma remodelação no DHS, que teve mudanças recentes na chefia. Mullin substituiu a ex-chefesa Kristi Noem, demitida pelo ex-presidente, após decisões e questionamentos sobre ações administrativas.
No momento, Lyons não respondeu a pedidos de comentário. O DHS informou apenas que a saída está nos planos institucionais e que a gestão da ICE continuará sob supervisão interina até a nomeação de um substituto permanente.
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