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Dois candidatos com visões distintas disputam vaga em segundo turno no Peru

Peruanos definem segundo turno entre Sánchez e López Aliaga; contagem adicional de cédulas pode atrasar a definição do resultado

Roberto Sanchez, presidential candidate of Together for Peru party, speaks during an interview with The Associated Press in Lima, Peru, Wednesday, April 15, 2026. (AP Photo/Martin Mejia)
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  • Dois candidatos vão para o segundo turno em 7 de junho: Sánchez, cotado pela chapa com chapéu de camponês, e López Aliaga, ex-prefeito de Lima.
  • Sánchez propõe mudanças econômicas importantes, como aumento de gastos públicos, reforma tributária ampla e nacionalização parcial de recursos naturais do país.
  • López Aliaga defende agenda de segurança mais rígida, incluindo construção de prisões na região amazônica, possibilidade de juízes esconderem identidades e expulsão de estrangeiros ilegais.
  • Há cerca de 1.600 cadernos de votação pendentes em municípios remotos e no exterior; outros 5.000 cadernos foram contestados, o que pode levar semanas para ser decidido.
  • Em 2021, o tribunal eleitoral levou 37 dias para divulgar os resultados do primeiro turno; neste ano, a margem apertada pode manter o esforço de verificação.
  • Quarta candidatura, Keiko Fujimori, prometeu endurecer o combate ao crime, defendendo leis que dificultam a persecução de criminosos, com mudanças em detenções e com a defesa de rastreio de ativos.

Sánchez e López Aliaga disputam vaga de segundo turno em Peru, com propostas opostas para a economia e segurança. O pleito de primeira volta ocorreu recentemente e o atraso na apuração vem de cédulas pendentes em áreas remotas e de contestações judiciais.

A apuração parcial mostra uma disputa bastante apertada entre os dois, com aproximadamente 1.600 cédulas ainda a serem consolidadas em vilarejos distantes e no exterior. Além disso, cerca de 5.000 cédulas foram contestadas, o que pode estender o prazo de definição.

Álvaro Henzler, presidente da Transparência, afirma que contestações costumam ocorrer por erros matemáticos nas cédulas. Quando isso acontece, as votações são encaminhadas a 60 juntas eleitorais especiais para revisão.

Diferenças primárias entre os candidatos

Sánchez, conhecido pelo chapéu de camponês, promete forte expansão de gastos públicos, reforma tributária ampla e nacionalização parcial de recursos naturais. López Aliaga, ex-prefeito de Lima, defende linha dura de segurança, incluindo construção de prisões na região amazônica.

López Aliaga defende permitir que juízes ocultem identidades e expulsar estrangeiros vivendo irregularmente no Peru, propostas que destacam seu viés conservador. Sánchez, por sua vez, enfatiza políticas econômicas mais intervencionistas e amplas reformas estruturais.

A eleição presidencial exige maioria absoluta para vencer no primeiro turno. Os dois candidatos com mais votos avançam ao segundo turno em 7 de junho, que escolherá o próximo presidente para suceder Balcázar, que ocupou o cargo de forma interina.

Fujimori, em sua quarta tentativa, foca no combate ao crime, mas sustenta leis que, segundo especialistas, dificultam a persecução de criminosos. O bloqueio de medidas como detenção prévia e maior endurecimento de ativos é alvo de debate entre especialistas e apoiadores.

A cobertura AP sobre a América Latina continua acessível para quem acompanha os desdobramentos do pleito peruano.

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