- Ex-pré-candidato do PT, Edegar Pretto, aceitou ser vice de Juliana Brizola na disputa ao governo do Rio Grande do Sul, anunciando a decisão em carta publicada nas redes sociais.
- A escolha ocorreu após pedido do presidente Lula e do dirigente nacional do PT, em reunião em Brasília, com apoio de lideranças históricas do PT gaúcho.
- O PT gaúcho precisou acatar um acordo nacional entre Lula e Carlos Lupi (PDT), o que desagradou parte das lideranças locais que defendiam Pretto como cabeça de chapa.
- A chapa Brizola-Pretto deve ter Paulo Pimenta (PT) e Manuela D’Ávila (PSOL) como candidatos ao Senado; o PSOL, porém, resiste à aliança.
- O partido não lançará candidato em Santa Catarina nem no Paraná, mantendo apoio a Gelson Merísio (PSB) e a Requião Filho (PDT), respectivamente.
Edegar Pretto, petista que havia concorrido ao governo do Rio Grande do Sul, anunciou nesta quarta-feira (16) que será vice na chapa de Juliana Brizola. A decisão ocorreu após pressão de lideranças nacionais, incluindo Lula, e envolve o uso da aliança entre PT e PDT no estado.
A definição foi comunicada pelo próprio Pretto em carta pública nas redes sociais, na qual afirma que assume o papel para ampliar a densidade política da candidatura e manter o alinhamento programático do campo progressista. O ato ocorreu após reunião em Brasília na terça-feira (14).
A mudança reflete um acordo nacional que também desagradou parte da base gaúcha do PT. Líderanças locais defendiam a candidatura própria de Pretto ao Piratini, mas acederam ao desenho combinado entre PT e PDT para o RS.
Segundo o texto aprovado pela direção nacional, a estratégia busca eleger Lula e construir uma frente ampla no estado, sob a liderança de Juliana Brizola. O acordo incluiu debates com ex-governadores e outros apoiadores regionais.
A chapa PT-PDT para o governo do RS deve ter Paulo Pimenta (PT) como senador e Manuela D’ávila (PSOL) como outra vaga. Parte do PSOL, porém, se opõe à aliança com Juliana Brizola e pode apostar em candidatura própria.
No cenário regional, o PT gaúcho também apoia alianças no exterior: o partido não lançará candidatos em Santa Catarina e Paraná, apoiando Gelson Merísio (PSB) e Requião Filho (PDT), respectivamente. Essa linha segue a estratégia de cooperação entre legendas de esquerda e centro.
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