- Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, é investigado pela Polícia Federal por envolvimento em esquema de propina ligado ao banco e ao já citado caso Master.
- Ricardo Vorcaro, chefe da máfia do Master, estaria envolvido na negociação de propina com Costa, envolvendo imóveis avaliados em dezenas de milhões de reais.
- A PF indicou que Costa recebia imóveis como parte do esquema, enquanto o BRB supostamente cobria empréstimos e dívidas de Vorcaro.
- A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, pediu ajuda federal para cobrir o rombo do BRB, cujo tamanho não é publicado oficialmente pelo banco.
- As investigações apontam para um fluxo financeiro complexo envolvendo fundos Reag e operações de compra de ativos inexistentes, com potencial desdobramento em novas delações.
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o empresário Daniel Vorcaro aparecem em investigações que apontam pagamento de propina envolvendo o banco estadual do Distrito Federal. A PF investiga o que chamou de esquema com dezenas de milhões, ligados a operações do Master.
Costa, segundo a Polícia Federal, participou de negociações de propina com Vorcaro para facilitar a compra de carteiras do Master. Parte das mensagens de celular entre aliados indicam a troca de favores financeiros vinculados a imóveis e operações no banco.
Vorcaro, identificado como chefe da rede que adminstrava o Master, negocia valores em imóveis como forma de pagamento de propina. A PF aponta que parte do dinheiro teria sido movimentada por meio de fundos de investimento.
O governo do DF, por meio da governadora Celina Leão, tem sido questionado sobre como cobrir o suposto rombo. A gestão alega conversas com gestoras de fundos para buscar recursos, sem confirmar se houve intervenção federal.
Quando ocorreu, onde acontece e por que: as apurações situam os fatos entre 2023 e 2025, com operações centralizadas no BRB e em redes associadas, em Brasília e no Rio de Janeiro, segundo a PF.
Avanços da investigação e próximos passos
Segundo a PF, Costa pode ter recebido valores por serviços de aprovação de operações e ocultação de déficits, ligados a empréstimos e instrumentos financeiros. A apuração envolve dezenas de milhões de reais.
Além de Costa, outros nomes ligados ao banco aparecem em documentos oficiais, com indícios de participação em um esquema de pirataria financeira e ocultação de calotes. A investigação segue para apurações de congruência entre transações e chegadas.
Contexto financeiro do BRB e reação pública
O BRB não publicou balanços detalhados sobre o rombo, o que impede estimativas oficiais do tamanho da perda. O BC e autoridades financeiras acompanham as apurações, com expectativa de transparência na divulgação de resultados.
A governadora Celina Leão afirma buscar apoio do governo federal para cobrir eventuais déficits, enquanto o governo Lula reiterou posição contrária a intervenções para socorrer bancos federais, em declarações públicas.
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