- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, citou passagens bíblicas para atacar a imprensa, comparando repórteres aos fariseus que planejaram destruir Jesus.
- A fala ocorreu durante uma coletiva no Pentágono sobre a guerra entre EUA e Irã, buscando rebater a cobertura que ele encara como negativa.
- O contexto envolve uma tensão entre o presidente Donald Trump e o papa Leão XIV, que criticou a guerra; Trump postou imagens de Jesus abraçado a ele e de si mesmo como figura semelhante a Jesus.
- Hegseth afirmou que a imprensa tradicional odeia Trump e que os fariseus examinavam cada ação para encontrar falhas.
- O caso também envolve uma disputa jurídica entre o Pentágono e a imprensa sobre credenciamento, com decisão de juiz federal e recurso do Pentágono; o Vaticano reagiu publicamente ao episódio.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, citou passagens bíblicas para atacar a imprensa, comparando repórteres a adversários de Jesus que buscavam destruí-lo. O comentário ocorreu durante coletiva no Pentágono, em meio a críticas à cobertura da guerra com o Irã.
Hegseth disse que a imprensa tradicional que supostamente odeia o presidente Donald Trump tem corações endurecidos semelhantes aos fariseus descritos em sermões dominicais. Ele sustentou que a imprensa procura apenas o negativo em ações do governo.
As falas aparecem em um momento de escalada de tensões entre Washington e Teerã, com o governo Trump divulgando narrativas de milagre após o resgate de um aviador abatido no Irã. O secretário enfatizou a necessidade de vigilância contra distorções jornalísticas.
Reação do Vaticano
Pouco tempo depois da coletiva, o papa Leão XIV, líder da Igreja Católica nos EUA, publicou mensagem criticando o uso da religião para ganhos militares e políticos, destacando que a fé não deve ser instrumentalizada para fins de violência ou dominação.
Hegseth tem histórico de críticas à imprensa e defende políticas de credenciamento no Pentágono, tema que gerou um processo judicial envolvendo o governo dos EUA e um juiz federal. O Pentágono mantém recurso contra a decisão.
Contexto e desdobramentos
Especialistas afirmam que o uso de linguagem religiosa em tempos de conflito tem efeito mobilizador entre apoiadores do governo, porém aumenta o atrito com instituições religiosas que veem tal discurso como instrumentalização da fé. A administração tem defendido sua abordagem como defesa de interesses nacionais.
Trump também elevou o tom ao compartilhar, nas redes sociais, imagens que sugerem semelhanças entre Jesus e o presidente. A postagem ocorreu em meio a críticas internas e externas sobre a condução da política externa americana.
Controle de informações
Desde meses, o governo vem sendo alvo de demandas judiciais sobre políticas de credenciamento no Pentágono. Autoridades alegam necessidade de controle para segurança, enquanto críticos apontam restrições à liberdade de imprensa. O caso continua em curso.
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