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Imóveis de luxo do ex-presidente do BRB: condomínio de R$30 mil, spa e garagem

Propina ligada ao ex-presidente do BRB envolve seis imóveis de luxo em SP e Brasília e pagamento de até R$ 86 milhões, aponta investigação

Varanda gourmet do condomínio horizontal de luxo Ennius Muniz, localizado próximo à Ponte JK, no Jardim Botânico, no DF
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  • Investigação aponta que o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, recebeu seis imóveis como propina para aprovar operação envolvendo o Banco Master, com quatro unidades em São Paulo e duas em Brasília, totalizando até R$ 146,5 milhões, dos quais cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido pagos.
  • Entre os imóveis estão o Arbórea (Itaim Bibi, São Paulo) com 472 m² a 1.070 m² e condomínio de R$ 30 mil; o Casa Lafer (Itaim Bibi) com 424 m² a mais de 600 m² e áreas comuns com piscina e spa, a partir de R$ 22 milhões.
  • O Heritage, também em São Paulo, reúne unidades superiores a 1.000 m², com design da marca italiana Pininfarina, incluindo opções de até 570 m², quatro suítes e vaga para até cinco carros, com valores elevados.
  • O conjunto em Brasília inclui o Ennius Muniz, condomínio horizontal com até 572 m² por unidade, já entregue, com preço a partir de mais de R$ 5 milhões na menor unidade, além de outro imóvel no Valle dos Ipês, na planta, com apartamentos anunciados a partir de R$ 4,3 milhões.
  • O advogado Daniel Monteiro é apontado como arquiteto jurídico do esquema, tendo recebido R$ 86 milhões para ocultar a titularidade das propriedades por meio de empresas de fachada e fundos de investimento; ele foi preso, e a defesa afirma atuar apenas de forma técnica.

Conforme apurações da Polícia Federal, o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa foi relacionado a um esquema de propina ligado à aprovação de compras no banco. A investigação aponta que imóveis de alto padrão foram usados para ocultar valores recebidos, com estimativa de até 146,5 milhões de reais em ativos ligados ao caso.

Segundo o inquérito, Costa teria recebido seis imóveis: quatro em São Paulo e dois no Distrito Federal. Os imóveis teriam função de dissimular transferência de valores, em um cronograma mantido pelo ex-dirigente para acompanhar as aquisições. Parte do montante já foi quitado, segundo documentos analisados.

Imóveis de referência aparecem em bairros valorizados. Em São Paulo, o eixo Itaim Bibi–Vila Olímpia concentra unidades com metragens elevadas e condomínios de alto custo. Entre eles, o Arbórea, com 28 apartamentos e condomínio de até 30 mil reais mensais.

O Casa Lafer, no Itaim Bibi, oferece unidades acima de 424 m². A área comum inclui piscina aquecida, raia e sauna. Os preços de entrada giram em torno de 22 milhões de reais, conforme imobiliárias especializadas em alto padrão.

O empreendimento Heritage leva o luxo a outro patamar, com unidades superiores a 1.000 m² e design assinado pela Pininfarina. Um apartamento de 570 m² pode custar cerca de 50 milhões de reais, com vagas de até cinco carros.

No Distrito Federal, o Ennius Muniz foi entregue recentemente, com 20 apartamentos de até 572 m², com preço inicial acima de 5 milhões na unidade menor. Já o Valle dos Ipês, na planta, promete seis torres em área próxima à Ponte JK, com anúncios a partir de 4,3 milhões.

A decisão do STF, assinada pelo ministro André Mendonça, aponta atuação de um advogado ligado ao Master para viabilizar pagamentos e ocultar titularidade. Daniel Monteiro é descrito como figura-chave na estrutura jurídica do esquema.

De acordo com a decisão, Monteiro operou uma rede de empresas de fachada e fundos de investimento, chegando a indicar um cunhado para ocupar direção das estruturas usadas. A função incluía a formalização de contratos e documentos, considerados inconsistentes pela autoridade regulatória.

A defesa de Monteiro afirma que ele já foi surpreendido pela ordem de prisão e que sua atuação ocorreu apenas no âmbito técnico, com atuação para o Master e outros clientes. A defesa permanece à disposição da Justiça.

A coluna de Costa também envolve o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, cuja prisão foi comunicada pela Justiça. A defesa dele contesta a acusação, sustentando que não houve crime. O caso segue sob apuração das autoridades competentes.

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