- A Justiça manteve as prisões de funkeiros e influenciadores detidos na operação da Polícia Federal em São Paulo, na quarta-feira, 15.
- A investigação indica que o tráfico de drogas usa pessoas com grande movimentação financeira para ocultar recursos ilícitos.
- A PF aponta MC Ryan como peça central do esquema, com uso de empresas para circular dinheiro e promover jogos ilegais e rifas nas redes sociais.
- A operação Narco Fluxo prendeu 33 pessoas, incluindo MC Ryan, MC Poze do Rodo, Crys Dias, Raphael Sousa Oliveira e o influenciador Buzeira; o início remete à apreensão de três toneladas de cocaína em um veleiro na costa da África, em 2023.
- As defesas negam as acusações, afirmando que o inquérito não envolve tráfico de drogas e que não há relação entre os investigados.
A Justiça manteve as prisões de funkeiros e influenciadores detidos na operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira (15). A investigação aponta que o tráfico de drogas utiliza grandes fluxos de recursos para ocultar dinheiro ilícito. A ação ocorreu em São Paulo, e envolve diversas prisas.
Entre os detidos, aparecem MC Ryan, MC Poze do Rodo, Crys Dias, Raphael Sousa Oliveira e o influenciador Buzeira. A PF afirma que os investigados recebiam recursos, parte deles ilícitos, e promoviam operações para confundir a origem do dinheiro, além de facilitar jogos ilegais e rifas nas redes. As autoridades não divulgam detalhamento do esquema.
O inquérito tem relação com operações anteriores da PF, iniciadas após o apreensão de um veleiro com três toneladas de cocaína na costa da África em 2023. A apuração também envolve núcleos de tráfico internacional e de lavagem de dinheiro, conectando o fluxo financeiro a atividades criminosas.
Contexto da investigação
Segundo as autoridades, dados extraídos do celular de Rodrigo Morgado, apontado como contador do PCC, ajudaram a compor a base da operação Narco Fluxo, que resultou na detenção de 33 pessoas. A PF classificou o caso como esquema estruturado de movimentação de recursos para ocultar a origem criminosa.
Defesas afirmam ausência de vínculo
As defesas dos investigados negam as acusações e ressaltam a falta de relação entre os investigados e qualquer atividade de tráfico de drogas. Em particular, a defesa de MC Ryan sustenta que o objeto da apuração não demonstra participação em tráfico. A defesa de Raphael Oliveira afirma que o cliente não possui ligação com o rapper citado.
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