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PF aponta propina de R$ 146,5 milhões a ex-presidente do BRB

PF aponta propina de R$ 146,5 milhões ao ex-presidente do BRB na compra de R$ 12 bilhões em créditos do Master; seis imóveis de luxo teriam sido usados como pagamento

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso na manhã desta 5ª feira (16.abr.2026); na imagem, Costa em depoimento à PF em 30 de dezembro de 2025
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  • A Polícia Federal pediu a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por suposta propina de R$ 146,5 milhões em negócio com o Banco Master.
  • Investigadores apontam que Costa teria autorizado a compra de R$ 12 bilhões em créditos podres do Master pelo BRB, com indícios de propina e lavagem de dinheiro ligada a imóveis de luxo.
  • Foram identificados seis imóveis de alto padrão usados como forma de pagamento, somando R$ 74 milhões; Vorcaro não concluiu os pagamentos ao tomar ciência de procedimento investigatório sigiloso do Ministério Público Federal.
  • Daniel Monteiro, advogado do Master, e Daniel Vorcaro foram presos preventivamente pela decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
  • Em conversas interceptadas, o governador Ibaneis Rocha aparece discutindo a criação de argumentos para a aquisição e visita de imóveis, com relatos de visitas a imóveis de luxo por Paulo Henrique Costa.

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso na manhã desta quinta-feira, 16 de abril de 2026. A Polícia Federal aponta que houve negociação para o pagamento de 146,5 milhões de propina, ligada a uma compra de 12 bilhões de reais de créditos considerados podres pelo BRB junto ao Banco Master. A PF sustenta que Costa autorizou a operação e participou do esquema.

De acordo com as investigações, o pagamento de propina ocorreria por meio de uma estrutura de lavagem de dinheiro associada à aquisição de imóveis de luxo. O advogado ligado ao fundador do Master, Daniel Vorcaro, seria o intermediário responsável por repassar os valores, segundo a PF. Daniel Monteiro, também preso, atuava junto a Vorcaro na articulação financeira da operação.

A prisão de Costa e de Monteiro ocorreu por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado apontou indícios de crimes que envolveriam valores bilionários com impacto no Sistema Financeiro Nacional, com base em mensagens obtidas pela PF entre Vorcaro e Monteiro.

Conversas interceptadas

A PF verificou mensagens em que Costa mencionou ao governador de Brasília, Ibaneis Rocha, a necessidade de preparo de material para defender a aquisição de ativos do Master pelo BRB. Vorcaro demonstrou estar disposto a orientar o repasse dos imóveis envolvendo a operação.

Entre os diálogos, Costa afirmou ter levado a mulher para visitas a apartamentos de luxo oferecidos por Vorcaro, para construir referências. Em resposta, Vorcaro sugeriu ações para facilitar o andamento da operação, incluindo a indicação de uma pessoa de apoio.

Ao todo, a PF identificou seis imóveis de luxo vinculados ao pagamento de propinas, com o potencial de repassar cerca de 74 milhões de reais. A divulgação oficial não confirma o cumprimento total dessa parcela, uma vez que houve ciência prévia de procedimento sigiloso do Ministério Público Federal em abril de 2025.

Imóveis listados pela investigação incluem Heritage, Arbórea, One Sixty, Casa Lafer, Ennius Muniz e Valle dos Ipês. Na decisão que embasou as prisões, o ministro Mendonça destacou a necessidade de apuração rigorosa de tais movimentações e de eventuais componentes de corrupção atrelados ao universo financeiro do BRB.

A reportagem buscou contato com o advogado de Costa para manifestação, sem obter resposta até o momento da publicação. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos, que serão incorporados à cobertura.

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