Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PF aponta que ex-presidente do BRB recebeu propina de 146 milhões

PF aponta propina de R$ 146,5 milhões entre ex-presidente do BRB e dono do Banco Master, paga com imóveis de alto padrão; prisão decretada na fase Compliance Zero

Brasília (DF), 16/04/2026 - Polícia Federal prende ex-presidente do BRB. Paulo Henrique Costa foi alvo da Operação Compliance Zero.
0:00
Carregando...
0:00
  • O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, teria fechado propina de cerca de R$ 146,5 milhões com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, conforme decisão de ministro do STF que autorizou a prisão hoje pela PF na Operação Compliance.
  • A propina seria paga por meio de quatro imóveis de alto padrão em São Paulo e dois em Brasília; a PF já rastreou ao menos R$ 74 milhões.
  • O restante não foi pago porque Vorcaro descobriu a abertura de procedimento investigatório na PF e interrompeu os repasses; ele teria tomado conhecimento da apuração antes de receber cópias da investigação.
  • Além de Costa, foi preso o advogado Daniel Monteiro, acusado de ser testa de ferro e de ter recebido R$ 86,1 milhões.
  • A contrapartida alegada: usar recursos do BRB para comprar carteiras de crédito falsas do Banco Master; a PF aponta que foram adquiridas ao menos R$ 12,2 bilhões em carteiras ruins, com possibilidade de número maior.

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, é apontado pela Polícia Federal como destinatário de propina estimada em R$ 146,5 milhões, conforme decisão do ministro André Mendonça, do STF. O benefício seria pago por meio de quatro imóveis de alto padrão em São Paulo e dois em Brasília. A PF já rastreou pagamentos de pelo menos R$ 74 milhões.

Segundo os investigadores, o acordo com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, envolvia a aquisição de carteiras de crédito falsas do Master com recursos do BRB. A fraude visava manter o fluxo de repasses enquanto as irregularidades não fossem descobertas.

A prisão de Costa, efetuada hoje pela Polícia Federal durante a quarta fase da Operação Compliance, ocorreu junto com a atuação de um empresário próximo ao ex-presidente, o advogado Daniel Monteiro, apontado como testa de ferro. Monteiro seria responsável por recebimentos diretos de valores.

A PF informou que Vorcaro teria interrompido os pagamentos após tomar conhecimento da instauração de procedimento investigatório sigiloso sobre as transações com Costa. Em 24 de junho de 2025, o funcionário de Vorcaro, Felipe Mourão, encaminhou ao empresário uma cópia da investigação pelo WhatsApp.

Mendonça justificou as prisões com base na permanência de atos de ocultação patrimonial, risco de interferência na instrução e possibilidade de recomposição da engrenagem financeira do esquema, além da necessidade de manter a ordem pública e econômica.

A apuração também aponta que, como contrapartida da propina, Costa utilizaria recursos do BRB para adquirir carteiras de crédito falsas do Banco Master. Ao menos R$ 12,2 bilhões em carteiras ruins teriam sido adquiridos, ainda sem confirmação oficial sobre o montante total.

A operação faz parte da linha de atuação da Compliance Zero, que investiga a existência de uma engrenagem destinada a viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB. As investigações continuam.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais