- O plenário virtual da Segunda Turma do STF marcou para a próxima quarta-feira, 22, o julgamento sobre manter ou não a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
- O julgamento ocorre entre 11h de quarta e 23h59 de sexta-feira, em formato virtual, sem debates; pode haver pedido de vista que suspende a sessão.
- Costa foi preso na manhã de quinta-feira, 16, em Brasília, por determinação do ministro André Mendonça, durante a nova fase da Operação Compliance Zero.
- A investigação aponta que Costa recebeu, ao menos, seis imóveis do empresário Daniel Vorcaro (Banco Master) como propina, avaliados em R$ 140 milhões, sendo dois em Brasília e quatro em São Paulo.
- Além dele, o advogado Daniel Lopes Monteiro também foi preso; sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brasília e São Paulo; a defesa afirma que a prisão foi absolutamente desnecessária.
O Supremo Tribunal Federal marcou para a próxima semana o julgamento da prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O plenário virtual da Segunda Turma deverá decidir, entre 22 e 24 de maio, se mantém ou afasta a prisão decretada pela Justiça. O formato é de votação e não de debates.
Costa foi detido na manhã desta quinta-feira em Brasília pela Polícia Federal, a partir de determinação do ministro André Mendonça. A operação integra a continuidade da fase Compliance Zero, que investiga esquema de lavagem de dinheiro ligado ao pagamento de propina a agentes públicos.
Segundo a Polícia Federal, a suspeita é de que Costa tenha recebido ao menos seis imóveis do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Os ativos, distribuídos entre Brasília e São Paulo, teriam valor estimado em 140 milhões de reais.
Além do ex-presidente do BRB, a PF prendeu o advogado Daniel Lopes Monteiro, que atuou na negociação envolvendo o Banco Master. Ainda foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.
A defesa de Costa, representada pelo advogado Cleber Lopes, afirma que a prisão foi desnecessária. A investigação ocorre no contexto de apurações sobre pagamentos de propina envolvendo instituições financeiras.
Desenvolvimento da investigação
As ações de hoje também contemplaram diligências em áreas ligadas aos dois bancos e a participantes da negociação, com objetivo de consolidar provas sobre o esquema de lavagem de dinheiro. Não houve comunicação oficial sobre novos presos até o momento.
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