- Romeu Zema, do Novo, diz que manterá a pré-candidatura até o fim, mesmo se for convidado a ser vice de Flávio Bolsonaro, em evento em Pinheiros, São Paulo.
- Sua primeira medida, se eleito, seria uma reforma do Supremo Tribunal Federal, com mandato de quinze anos, idade mínima de sessenta anos e fim de parentesco em negócios jurídicos com ministros; também propõe fim de decisões monocráticas.
- Zema defende a anistia a Jair Bolsonaro e aos manifestantes do oito de janeiro.
- Na área econômica, sugere privatizar a Petrobras e flexibilizar a CLT, com salários pagos conforme desempenho, sem caracterizar como reforma trabalhista.
- O lançamento contou com deputados do Novo e ex-funcionários ligados a Paulo Guedes; a agenda foi apresentada por meio de um vídeo crítico ao governo Lula e às administrações do PT.
Romeu Zema (Novo) declarou nesta quinta-feira 16 que seguirá com a pré-candidatura à Presidência, mesmo se for convidado a ser vice de Flávio Bolsonaro (PL). O anúncio aconteceu durante apresentação de diretrizes do plano de governo no bairro de Pinheiros, em São Paulo. O ex-governador de Minas disse que sua primeira medida, se eleito, será uma reforma do STF.
Ele afirmou ter recebido acenos positivos de Jair Bolsonaro e abriu a possibilidade de diferenciar-se de outros nomes da direita ao tratar de temas como o combate ao PT. Zema pediu para não atribuírem a ele nepotismo, destacando que não possui parentes na política ativa. Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem como referências do campo.
Aos jornalistas, Zema disse que vai levar a candidatura até o fim e criticou adversários que, segundo ele, teriam vínculos familiares em cargos públicos. A Folha apurou que Caiado e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, não estiveram no evento, que contou com aliados do Novo.
No plano de reformas, o ex-governador propõe mudanças no STF com idade mínima de 60 anos, mandato de 15 anos e prestação de contas dos ministros. A ideia inclui proibir parentes de ministros de terem negócios com o tribunal e acabar com decisões monocráticas, além de limitar o foro privilegiado.
Outra pauta é a anistia a Bolsonaro, condenado em ações anteriores, e aos manifestantes do 8 de Janeiro. O anúncio ocorreu no mesmo ato em que foi exibido um vídeo com críticas ao governo Lula e à Lava Jato, sem menções ao período de Bolsonaro na presidência.
Na área econômica, Zema defende privatizações da Petrobras e flexibilização da CLT, com salários atrelados ao desempenho. Ele destacou que não se trata de reforma trabalhista, e sim de um complemento às regras vigentes. As propostas foram apresentadas com apoio de membros do Novo e ex-assessores de Guedes.
Participaram do evento deputados Adriana Ventura (SP) e Marcel Van Hattem (RS). Também estiveram presentes ex-secretários ligados ao governo Bolsonaro, como Carlos da Costa e Salim Mattar, além de nomes próximos a Zema, como Tiago Mitraud, Christian Lohbauer e Felipe D’avila.
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