- Brasil registrou 1.149 pessoas assassinadas em conflitos agrários entre 1996 e 2025, conforme a CPT, divulgados pela Folha de S.Paulo.
- A média é de uma morte no campo a cada 10 dias.
- Em 1996, ocorreram 60 mortes; o massacre de Eldorado dos Carajás, em 17 de abril de 1996, deixou 19 sem-terras mortos.
- O ano com mais ocorrências foi 2017, com 74 mortes.
- Desde 2020, o número de conflitos no campo já supera dois mil.
O Brasil registrou 1.149 assassinatos em conflitos agrários entre 1996 e 2025, segundo a CPT e divulgado pela Folha de S.Paulo. A média é de uma morte no campo a cada 10 dias. O marco inicial é o massacre de Eldorado do Carajás, em 1996.
Em 1996, a CPT aponta 60 mortes em conflitos no campo. O episódio de Carajás, quando 19 sem-terras foram mortos por policiais durante uma marcha, é citado como o mais emblemático daquele ano, com ferimentos de dezenas de manifestantes.
O ano de 2017 teve o maior saldo de mortes dentro do intervalo, com 74 ocorrências. A CPT aponta que, desde 2020, o número de conflitos no campo ultrapassa 2.000, indicando persistência de disputas por terra no Brasil.
Dados em perspectiva
O levantamento destaca que a violência no campo persiste ao longo de décadas, envolvendo comunidades como camponeses, povos tradicionais e trabalhadores rurais. O movimento rural tem reiterado a demanda por reforma agrária e regularização de terras.
Contexto e desdobramentos
A divulgação reforça a relação entre concentração de terras e conflitos. As informações citam ainda que, décadas após Carajás, a luta pela terra continua presente na fronteira agrícola, com resistência de povos indígenas, quilombolas e comunidades ribeirinhas.
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