- Câmara dos Deputados e governo Lula chegam otimistas à reunião de sexta-feira (17) para avançar na proposta que acaba com a escala 6×1.
- A ideia é seguir pela PEC (Proposta de Emenda à Constituição), mantendo o PL como margem de segurança para alcançar um acordo entre as duas propostas.
- A reunião desta manhã será comandada pelo ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.
- Um dos grandes desafios é tornar a PEC viável de implementação, com indicação de uma regra de transição para reduzir a resistência de setores do Congresso.
- Há impasse sobre a pressão sobre o setor produtivo e a possibilidade de desoneração para os setores afetados, com Guimarães se opondo a essa estratégia.
A Câmara dos Deputados e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantêm tom otimista diante da reunião desta sexta-feira (17) para tratar do fim da escala 6×1. O objetivo é avançar na proposta, com debates entre Legislativo e Executivo sobre como encerrar o regime de trabalho.
A expectativa é de alcançar um acordo entre a proposta de lei apresentada pelo Executivo e a PEC que já tramita na Câmara. A reunião é comandada pelo ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Entre fontes próximas aos dois lados, a aposta é manter o PL como margem de segurança, caso a emenda constitucional enfrente entraves na articulação. A ideia é reduzir a disputa por protagonismo já observada na discussão.
Desdobramentos e participação
A disputa por protagonismo, com forte apelo eleitoral, tem sido o pano de fundo da negociação sobre a escala 6×1. Analistas ouvidos destacam que o envio do PL permite ao governo capitalizar a proposta junto aos parlamentares.
A conversa desta sexta traz desafios a Guimarães e Motta. Um deles é viabilizar a PEC, buscando reduzir resistência de setores do Congresso. Uma sugestão de transição já foi mencionada pelo governo na véspera.
Pressões sobre o setor produtivo
Outro ponto sensível é o impacto da mudança sobre o setor produtivo. O ambiente ainda permanece de impasse quanto às consequências econômicas e políticas da medida.
Do lado da Câmara, há quem espere que o governo aceite desoneração para setores afetados. Guimarães manifestou cautela sobre essa estratégia em recente fala, o que indica linhas de negociação ainda abertas.
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