- A ministra Cármen Lúcia afirmou que a crise de confiabilidade no Judiciário é grave e precisa ser reconhecida, em palestra na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (17).
- Ela destacou que o reconhecimento não é apenas entre juízes, e que é importante que os jovens queiram seguir a carreira.
- O presidente do STF, Edson Fachin, também disse que a Corte vive uma crise institucional e que é preciso enfrentá-la.
- Nesta semana, houve tentativa de indiciar ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no relatório final da CPI do Crime Organizado, o que ampliou a crise interna.
- A crise já vinha sendo marcada por investigações envolvendo o Banco Master.
A ministra Cármen Lúcia, do STF, afirmou nesta sexta-feira 17 que a crise de confiabilidade no Judiciário é grave e precisa ser reconhecida. A declaração ocorreu durante palestra de alunos de direito da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro.
Segundo a jurista, o tema não é exclusivo dos juízes, mas precisa ganhar atenção da sociedade. Ela ressaltou que a carreira da magistratura é desafiadora e que há alegria em atuação jurídica ao longo de décadas.
A fala ocorre em meio a uma crise institucional na Corte, reconhecida também pelo presidente do STF, Edson Fachin. A declaração de Fachin veio em tom suplementar sobre o momento atual da instituição.
Contexto da crise
Nesta semana, a CPI do Crime Organizado discutiu a possibilidade de indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ampliando tensões internas. A expectativa envolve desdobramentos políticos e judiciais.
O debate sobre a atuação do STF ganhou ainda contornos com investigações envolvendo o Banco Master, que contribuíram para a percepção de crises anteriores. Autores e instituições tentam esclarecer responsabilidades.
Em resposta aos desdobramentos, Mendes solicitou à PGR que investigue o senador Alessandro Vieira. Fachin repudiou pedidos de indiciamento pela CPI, reforçando a complexidade do momento institucional.
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