- A ministra Cármen Lúcia afirmou que a crise de confiabilidade do Judiciário é séria e precisa ser reconhecida e tratada com seriedade.
- Ela disse que a descrença na Justiça é uma tendência internacional, não apenas brasileira.
- As declarações foram feitas durante palestra na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.
- Em seminário na Fundação Fernando Henrique Cardoso, a ministra comentou sobre inovações e reformas na dinâmica do STF diante de temas constitucionais cada vez mais complexos.
- Uma pesquisa Datafolha aponta que 55% dos brasileiros veem os ministros envolvidos no escândalo do Banco Master.
A ministra do STF, Cármen Lúcia, afirmou que a crise de confiabilidade do Judiciário é séria e precisa ser reconhecida. A declaração ocorreu durante palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 17.
Ela disse que a descrença não é exclusividade brasileira, mas uma tendência internacional. Segundo a magistrada, é preciso entender as causas e buscar aperfeiçoamentos no Poder Judiciário.
Cármen Lúcia destacou que o Brasil enfrenta equívocos e falhas que exigem correção, em meio a um movimento global que pode fragilizar o direito. Ela enfatizou a necessidade de reconhecer o problema, não apenas entre juízes.
Contexto internacional da crise
A ministra explicou que a crise de desconfiança envolve instituições públicas e privadas, com impactos na credibilidade de sistemas jurídicos ao redor do mundo. Ela citou a complexidade de temas constitucionais atuais.
Em outra atuação recente, na segunda-feira, 13, a ministra participou de seminário na Fundação Fernando Henrique Cardoso, discutindo inovações e reformas na dinâmica do STF. O tema foi a credibilidade institucional.
A percepção negativa também ganhou repercussão em pesquisas. Dados do Datafolha indicam que 55% dos brasileiros entendem que ministros do STF estão ligados a conflitos como o do Banco Master. A leitura é de que há descolamento entre a imagem da Corte e a população.
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