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Cármen Lúcia aponta crise de confiabilidade no Judiciário como grave

Cármen Lúcia afirma que a crise de confiabilidade no Judiciário é grave e precisa ser reconhecida; a Corte permanece fundamental para assegurar direitos constitucionais

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia
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  • A ministra Cármen Lúcia afirmou que a crise de confiabilidade da população no Poder Judiciário, especialmente no STF, é grave e precisa ser reconhecida.
  • Ela disse que, apesar de haver erros que precisam ser aperfeiçoados, o Judiciário continua essencial para garantir os direitos previstos na Constituição.
  • Cármen mencionou um movimento internacional para deslegitimar o Judiciário brasileiro, sem indicar quais Países ou grupos.
  • A magistrada destacou dificuldades do ramo, como morosidade e excesso de processos, citando que existem cerca de dezoito mil juízes para lidar com mais de oitenta milhões de processos.
  • Dados do Datafolha indicam queda de confiança: setenta e cinco por cento dos brasileiros dizem que ministros têm poder demais, e setenta e um por cento consideram a Corte essencial; quarenta e três por cento não confiam no STF, e cinquenta e cinco por cento acreditam que magistrados participam de fraudes.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira que a crise de confiabilidade da população no Judiciário, especialmente na Corte, é grave e precisa ser reconhecida pelos magistrados. Ela destacou que erros e equívocos devem ser aperfeiçoados, mas que o Judiciário continua essencial para assegurar direitos previstos na Constituição.

Em palestra na FGV Direito Rio, no Rio de Janeiro, a ministra ressaltou a necessidade de melhoria do Direito e de manter a confiança do cidadão. Ela mencionou que o Judiciário enfrenta morosidade e grande volume de processos, criticando a sobrecarga de trabalho que envolve cerca de 18 mil juízes com mais de 80 milhões de ações.

Confiança no STF

Dados da última rodada da pesquisa Datafolha mostram que 75% dos brasileiros entendem que os ministros têm poder excessivo, e 71% consideram a Corte essencial para a democracia. A mesma pesquisa aponta que 75% percebem menor confiança no STF em relação ao passado.

Ainda segundo o levantamento, o índice de confiança na instituição atingiu patamar recorde, com 43% dos brasileiros afirmando não confiar no STF, ante 24% que diziam confiar muito; 16% mantinham a confiança alta. O aumento da desconfiança é apontado como reflexo de percepções sobre a atuação de ministros.

A pesquisa também indica que 55% da população acredita que magistrados da Corte teriam participação em fraudes, vinculando o tema a recentes controvérsias envolvendo o Judiciário. O resultado reforça a leitura de que a confiança pública enfrenta desafios consideráveis.

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