- Investigadores da Polícia Federal apontam um Pix de R$ 270 mil de MC Ryan SP para Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, para blindagem de imagem e lavagem de reputação.
- Raphael e Ryan foram presos preventivamente na última quarta-feira, 15.
- O relatório de 164 páginas diz que as transações coincidiram com postagens que exaltavam o estilo de vida de Ryan ou minimizavam crises, sugerindo remuneração por viés editorial favorable.
- A PF afirma que, no total, as transações somaram R$ 561 mil, incompatíveis com publicidade convencional e indicando venda de influência e possível promoção de jogos de azar.
- A investigação aponta que a Choquei teria empresas de fachada, com movimentação concentrada na pessoa física para maior opacidade, além de histórico de promoção de plataformas de apostas ilegais.
Raphael Sousa Oliveira, administrador da página de fofocas Choquei, foi preso na Operação Narco Fluxo. A PF aponta que ele atuava na blindagem de imagem de figuras ligadas ao tráfico internacional de drogas. A apuração envolve transações financeiras atípicas associadas ao esquema.
A principal transação identificada é um Pix de R$ 270 mil informado por MC Ryan SP a Raphael, com o objetivo de promover uma “lavagem de reputação” para o funkeiro. Os investigadores consideram esse repasse como parte de uma linha de financiamento de serviços de influência.
As autoridades dizem que Raphael teve a responsabilidade de gerenciar a narrativa para favorecer o cantor. O relatório de 164 páginas cita períodos em que a Choquei exaltou o estilo de vida de Ryan ou minimizou crises, sugerindo remuneração por viés editorial.
Dados da operação e contexto
A força-tarefa prendeu 33 suspeitos e aponta que o grupo movimentava recursos do tráfico internacional com bets e rifas. As transações entre Ryan e Raphael somariam R$ 561 mil, em montantes incompatíveis com publicidade convencional.
A PF aponta que firmas ligadas a Raphael teriam atuação de fachada, com movimentação concentrada na pessoa física para aumentar opacidade, justificando recebimentos como marketing.
Ainda segundo a investigação, a Choquei teria histórico de promoção de plataformas de apostas ilegais, o que reforça a relação com o mercado de jogos não regulamentados e com a expansão de lucros ilícitos.
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